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domingo, 25 de setembro de 2011
Jingle Sou Food
Para quem acompanha o meu trabalho, segue o Jingle desenvolvido para a campanha de incentivo da Sadia e Perdigão (segmento Food Service).
No dia do lançamento da campanha (09/09) todo já mundo sabia cantar e funcionou muito bem como teaser viral. De acordo com o VP da Food Service, este Jingle foi um dos principais elementos do lançamento, fundamentalmente porque uniu as equipes das empresas Sadia e Perdigão que, este ano se juntaram para formar a maior empresa de alimentos da América Latina; a BRF.
Com vocês, SOU FOOD.
Letra e harmonia: Rogério Lima
Arranjos: Timbre Produções
Título: Sou Food
Sou Food lá no Rio
Sou Food na Europa
Sou Food em todo mundo,
esse nosso time é...
Sou Fooooood
Sou Fooooood
Crescendo a Companhia.
Me integrar eu quero isso todo dia
Pular no Carnaval
Talento e União
Agora eu Sou Food com a Galera Perdigão
Sou Fooooood
Sou Fooooood
Crescendo a Companhia.
Me integrar eu quero isso todo dia
Superação em Londres
Vibração e Ousadia
Agora eu Sou food com a Galera da Sadia
Sou Fooooood
Sou Fooooood
Crescendo a Companhia.
Me integrar eu quero isso todo dia
Bem mais fortes JUNTOS
Os MELHORES do MERCADO
Se sou BRF
Então tá tudo dominado
Sou Fooooood
Sou Fooooood
Crescendo a Companhia.
Me integrar eu quero isso todo dia
Agradecimentos especiais: Nanci Caetano, Paulo Braghin, Raphael Cardoso, Luciano Moreno (Banda Pop Up), Mayra (Timbre Produções) e Igor Marques.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
De Geração em Geração
Hoje, último dia do ano, dia em que me propus alguns momentos de paz geral, dia que puxei o freio de mão do trampo e me dediquei ao gostoso do ócio, neste dia, há tantos desejado, não consegui ficar só de boas, então vai um texto.
Estou bem perdidinho com essa história de gerações. Pelas contas, faço parte da geração chamada Millennials. Isso parece até bastante bom - coisa nova no pedaço. Esse grupo se relaciona de maneira diferente na Matrix. São individualizadas com desejos coletivos. Suas mente multipolizarizadas e menos lineares apontam para uma comunicação global sem fronteiras e ousada.
A Box 1824, empresa brasileiras, com mentes brasileiras, mandou um filmezinho irado sobre esse tema de gerações. Ele se chama We All Want to Be Young e é por causa dele que estou aqui escrevendo. Assistindo este filme percebo o tamanho da enrrascada que eu me encontro.
Estou agora em casa cuidando de uma jovem senhora de 82 anos que nasceu um pouco antes da geração Baby Boomer. Ela é de antes da II Guerra, mas viveu esta geração Baby Boomer de quarenta e cinquenta, só que com um delay geracional (se posso usar essa expressão). Imagino como ela deve ter achado bem estranho os rapazes da brilhantina, as meninas da mini-saias e os cabelos dos Beatles. Cheia de valores cristalizados na época do onça, honra muito as coisas que seu pai lhe dizia, empresgo fixo, anos de carreira e bailes de carnaval com máscaras, pierrot e colombinas (tudo que os Baby Bommers repudiavam). Entendam: ela não fez parte da galerinha que mudou o mundo nos anos 60, mas o mundo fazia parte daquilo e provalvelmente alguma coisa nela destoou.
Já a minha mãe, que ontem teve uma crise de pressão alta e correu para o hospital para tomar remedinho na veia e chazinho com gosto de nada, foi da Geração X. Ou melhor, ela também é de antes e, para agravar, viveu sua adolescência inteira no sertão da Bahia (imaginem que parte da Geração X chegou nela). Quando enfim resolveu se aventurar na terra da garoa, já era moça, queria casar e ter filhos. Mas como apregoam os freudianos, se ela só teve acesso à realidade do sertão dos zero aos quatorze anos, que cabeça ela vai teria na vida? Pois então: a mesma de quando estava no sertão, pelo menos no que se refere-se a pisiquê. Os jovens com que a minha mãe conviveu (da Geração X) eram mais rebelde, agressivos e esteriotipados. Por incrível que pareça, tais jovens, nascidas em 60 e 70, eram filhos da paz e do amor entende bicho? Nâo é estranhão? Mas a minha mãe não. Ela foi filha da seca e carestia o que representa outra brisa
Agora vem a geração millenials e eu to nela. Pela história eu tenho que pensar de maneira 360, ver a vida pela janela das redes sociais, ter um milhão de amigos, falar com todos eles e conseguir me expressar nas novas mídias. Mas como fazer isso se eu ainda leio livros? Sim acreditem: tem capa, contra-capa, lombada e orelha. E digo mais: como me relacionar com esta nova geração se na minha casa estou imerso na realidade das fraldas Baby Boomer da minha tia e com a pressão alta a XXI da minha minha mãe que é da Geração X? como me comunicar neste novo universo digitalizado se a vida vivida em casa não se resolve com frases no Facebook? Quereria eu fazer um flash mob que juntasse uma galera para a tirar a hipoglicemia a minha tia, mas não sei se isso é tão divertido assim. Isto não tem cara de geração Millennials.
Como serão esses velhos no coletivo individual do mundo em rede? Quem fará o rango sem sal e sem glúten? Não sei. Só sei que não consigo me expressar com a nova geração por ser fruto da geração antiga (que além de serem antigas já eram deslocadas, saca?). Não tenho a velocidade, tão pouco coragem para colocar uma webcan no micro e falar coisas triviais e engraçadas com os olhos virados e um spray no cabelo. Não sei, entendem? tenho vergonha de passar vergonha.
E imaginem que eu só tenho vinte e seis anos e isso já está acontecendo comigo. Acho que daqui algumas décadas, uma crianças já estará deslocada aos quatro anos de idade.
Aliás: Não deve mais ninguém lendo essa porra, textos longos não condizem com a nova linguagem.
Como sou velho, bicho! risos
Estou bem perdidinho com essa história de gerações. Pelas contas, faço parte da geração chamada Millennials. Isso parece até bastante bom - coisa nova no pedaço. Esse grupo se relaciona de maneira diferente na Matrix. São individualizadas com desejos coletivos. Suas mente multipolizarizadas e menos lineares apontam para uma comunicação global sem fronteiras e ousada.
A Box 1824, empresa brasileiras, com mentes brasileiras, mandou um filmezinho irado sobre esse tema de gerações. Ele se chama We All Want to Be Young e é por causa dele que estou aqui escrevendo. Assistindo este filme percebo o tamanho da enrrascada que eu me encontro.
Estou agora em casa cuidando de uma jovem senhora de 82 anos que nasceu um pouco antes da geração Baby Boomer. Ela é de antes da II Guerra, mas viveu esta geração Baby Boomer de quarenta e cinquenta, só que com um delay geracional (se posso usar essa expressão). Imagino como ela deve ter achado bem estranho os rapazes da brilhantina, as meninas da mini-saias e os cabelos dos Beatles. Cheia de valores cristalizados na época do onça, honra muito as coisas que seu pai lhe dizia, empresgo fixo, anos de carreira e bailes de carnaval com máscaras, pierrot e colombinas (tudo que os Baby Bommers repudiavam). Entendam: ela não fez parte da galerinha que mudou o mundo nos anos 60, mas o mundo fazia parte daquilo e provalvelmente alguma coisa nela destoou.
Já a minha mãe, que ontem teve uma crise de pressão alta e correu para o hospital para tomar remedinho na veia e chazinho com gosto de nada, foi da Geração X. Ou melhor, ela também é de antes e, para agravar, viveu sua adolescência inteira no sertão da Bahia (imaginem que parte da Geração X chegou nela). Quando enfim resolveu se aventurar na terra da garoa, já era moça, queria casar e ter filhos. Mas como apregoam os freudianos, se ela só teve acesso à realidade do sertão dos zero aos quatorze anos, que cabeça ela vai teria na vida? Pois então: a mesma de quando estava no sertão, pelo menos no que se refere-se a pisiquê. Os jovens com que a minha mãe conviveu (da Geração X) eram mais rebelde, agressivos e esteriotipados. Por incrível que pareça, tais jovens, nascidas em 60 e 70, eram filhos da paz e do amor entende bicho? Nâo é estranhão? Mas a minha mãe não. Ela foi filha da seca e carestia o que representa outra brisa
Agora vem a geração millenials e eu to nela. Pela história eu tenho que pensar de maneira 360, ver a vida pela janela das redes sociais, ter um milhão de amigos, falar com todos eles e conseguir me expressar nas novas mídias. Mas como fazer isso se eu ainda leio livros? Sim acreditem: tem capa, contra-capa, lombada e orelha. E digo mais: como me relacionar com esta nova geração se na minha casa estou imerso na realidade das fraldas Baby Boomer da minha tia e com a pressão alta a XXI da minha minha mãe que é da Geração X? como me comunicar neste novo universo digitalizado se a vida vivida em casa não se resolve com frases no Facebook? Quereria eu fazer um flash mob que juntasse uma galera para a tirar a hipoglicemia a minha tia, mas não sei se isso é tão divertido assim. Isto não tem cara de geração Millennials.
Como serão esses velhos no coletivo individual do mundo em rede? Quem fará o rango sem sal e sem glúten? Não sei. Só sei que não consigo me expressar com a nova geração por ser fruto da geração antiga (que além de serem antigas já eram deslocadas, saca?). Não tenho a velocidade, tão pouco coragem para colocar uma webcan no micro e falar coisas triviais e engraçadas com os olhos virados e um spray no cabelo. Não sei, entendem? tenho vergonha de passar vergonha.
E imaginem que eu só tenho vinte e seis anos e isso já está acontecendo comigo. Acho que daqui algumas décadas, uma crianças já estará deslocada aos quatro anos de idade.
Aliás: Não deve mais ninguém lendo essa porra, textos longos não condizem com a nova linguagem.
Como sou velho, bicho! risos
domingo, 22 de agosto de 2010
Construção de imagens
Acabo de ver o making-off de um filme brasileiro, em que, João Daniel Tikhomiroff, fala sobre o desafio de se materializar um pensamento. Da dificuldade e transformar aquelas imagens que vivem nos pensamentos de alguém, em imagens que outras pessoas são capazes de ver e, de alguma forma, se emocionar.
Sempre penso a mesma coisa: como materializar o meu pensamento de modo acessível a outro ser humano. O fato de eu ser um ser humano também já ajuda bastante ne decodificação, mas existem detalhes da minha construção mental que talvez não sejam objeto de uma tradução simples. Daí surge um desafio; o que dizer e as imagens contidas neste querer eu sei, mas como pincelar?
Isso, claro, para o ponto de vista multiplicador, em que o objetivo é tornar clara a mensagem, mas há também a difusão. A expressão que se apresenta diáfana e que a intenção final não é a compreensão e sim a exposição crua de uma sensação. Esta coisa de escrever para dentro, por preguiça mesmo, torna-se para mim bem mais gostosa e motivadora. Como se cada quadra de verso fosse possuidora de um mistério meu. E se é como mistério que se apresenta, quem de fora será capaz de codificá-la? E se o fizer com razoável acerto das minhas metáfora, que qualidade de pessoa é ela com quem eu posso me relacionar, por viajar nos mesmos nós que os meus?
Exprimir uma realidade abstrata e cheia de conceituações nascidas das minhas sinápses e convulsões cerebrais é o grande barato que me move. Haverá sempre leitura para todos os gostos, mas é no meu estilo, denso, íntimo e passional, que encontro desafogos maravilhosos para dizer como anda esse paulistano que se parece um pouco com tudo e ao mesmo tempo com nada.
São os meus misteriosos dizeres que se espalham por aí e que tento, às vezes, dar corpo.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Retalhos de mil retalhos
"A vida pra mim é isso: uma única vida feita de sonhos, alegrias e desilusões. Sorte, acasos e possibilidades. Não é uma caixa de ferramentas onde parafusos estão nos compartimentos da esquerda e os pregos no da direita. Sou como a floresta virgem que entre o grande salgueiro, se entrelaça a trepadeira parasita para viverem em comunhão simbiótica. Não somente cético, não somente louco, não somente aristocrático, tampouco liberal. Numa forma, que privilegia todas as formas, não procuro o equilíbrio dando pesos e medidas às pessoas, como fazem os seguidores do bom senso – às favas com o bom senso. Prefiro a minha realidade, passional às vezes, aos discursos que cambam de um lado para o outro com medo das famosas “o que vão dizer?”. "
Minha obra em multiplicidade estática. Meu Livro está disponível.
Quem quiser dar uma olhada entre no site: http://www.agbook.com.br/book/18445--Retalhos_de_mil_retalhos
Minha obra em multiplicidade estática. Meu Livro está disponível.
Quem quiser dar uma olhada entre no site: http://www.agbook.com.br/book/18445--Retalhos_de_mil_retalhos
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segunda-feira, 12 de abril de 2010
A cultura do grito
Esse vídeo me faz lembrar o estudo de TGI do meu grande amigo Magrão, aquele que me chama de Rogerson. A programação, não somente da tevê, mas dos diversos meios de comunicação, abestalha o cabra. Faz com que nos sintamos covardes, tontos, meio bobos... Bobos ao ponto de pensar que estamos com tudo, quando na realidade não estamos com nada.
Triste né? mas acontece.
Triste né? mas acontece.
Estou lendo Henfil, Diário de um Cucaracha. É uma reunião de cartas que ele mandou para amigos, dizendo um pouco de sua passagem por Nova Iorque na década de 70 para tratar da hemofilia. Engraçado que, no auge daquele ano de silêncio, ele ficou pasmo com a comunicação aberta de lá. Extremos tão malucos. Sem dúvida, a cultura do grito impera desde antes nos fazendo mais silenciosos. Quanta coisa de confuso há em tudo isso. Bom é disso que fala o livro. É disso que fala o filminho... é disso que corro tanto e que ninguém entende bem.
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quarta-feira, 17 de março de 2010
Tendencioso ou uma tendência
Hoje o caminhos ao S(o)ul vai falar um pouco sobre o Youtube, um dos sites mais revolucionários que já surgiu. Os números são impressionantes. O site contabiliza mais de 300 milhões de usuários. A cada minuto, 24 horas filmes são disponibilizados na rede e, em 2009, já eram 5 bilhões de vídeo por mês. O mundo inteiro está conectado nele e isso quer dizer muito. Fica então a questão: será o youtube uma ferramenta para criar tendências ou explora-se tendências pelo youtube?
Há um tempo venho observando. Toda vez que acesso o site, ele me loga automaticamente. Dessa maneira, de entrada, ele me oferece uma série de sugestões de filmes que se adaptam ao meu perfil de acesso. Algumas coisas são desconexas, porém outras correlatas. Mas o que muito me chamou à atenção é que sempre aparecem filmes na listas que posteriormente se transformam em mercadorias reais. Vou explicar alguns exemplos pra ficar melhor o que quero dizer.
No fim de 2009, começou a pipocar filmes sobre o Ayrton Senna e suas brilhantes vitórias. Semanas depois, a tevê anuncia que o Bruno Senna seguirá os caminhos do Tio. Depois, apareceram muitos filmes sobre os trapalhões: Recentemente a Sony relança os álbuns dos Originais do Samba, grupo de samba em que o Mussum participava. Vídeos da Maria Rita surgiram e na sequência ela lançou um CD.
Uma tendência ou é tendencioso mesmo?
A questão é que isso não entra como link patrocinado, vai ali num bolo inusitado. Aparece de mansinho e dignifica a busca até que um belo dia: Boom! Qual será o próximo lançamento? Será que a internet é mesmo uma ferramenta que dá liberdade à exploração? Será que o que encontramos por aí, não são pistas que nos levam ao castelo da bruxa? Se for isso, o caso é muito sério, pois esse movimento disfarçado, gera um inconsciente coletivo que responde muito bem para quem tiver interesses nele. Fatalista? Talvez. Mas pode ser que a grande ideia que você teve, não seja sua. Talvez seja o sopro de alguém.
Considero também o caminho inverso: transformou-se em mercadoria porque o site cria tendências que vem do próprio público.
Juro que ainda estou sem resposta, mas que esse youtube me deixou meio ressabiado, ah isso deixou.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
O Farol
Para quem é ligado em animação, vai então mais um francês (que pelo visto, me viciou): The Lighthouse Keeper. Não vou me alongar na ideia, porque ele é curtinho e se eu der pala mata o lance, mas o mais legal disso tudo é acessar o blog dos caras que fizeram. Eles mostram as etapas que rolaram pra deixar o bagulho pronto. É bem bacana.
Baptiste rogron / rogronbaptiste.blogspot.com ;
Rony Hotin / ronyhotin.blogspot.com ;
Maïlys Vallade / mailysvallade.blogspot.com ;
Jérémie Moreau / mor-row.blogspot.com ;
Gaëlle Thierry / gaellethierry.blogspot.com ;
David François.
Baptiste rogron / rogronbaptiste.blogspot.com ;
Rony Hotin / ronyhotin.blogspot.com ;
Maïlys Vallade / mailysvallade.blogspot.com ;
Jérémie Moreau / mor-row.blogspot.com ;
Gaëlle Thierry / gaellethierry.blogspot.com ;
David François.
Deem uma chegadinha no Youtube e vejam o que a escola de design francesa Gobelins tem feito.
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Projeto Patuá
"O Choro da cuíca e o batuque do pandeiro começaram um samba e assim surgiu a felicidade"
Assim, assinam os integrantes deste projeto bacana que acompanhei esse fim de semana em São Paulo: Projeto Patuá.
Após a fatídica tinta cinza que encobriu grafites fantásticos no acesso da avenida Rebouças, a cidade se vê novamente como centro artístico deste tipo de arte. O legal é que, agora, as galerias estão a disposição de qualquer um; estão nos muros.
O Projeto Patuá, nasceu das mãos de Ricardo Mezadri e do Cláudio Cruz (Claudinho). A intenção é desenvolver stensils (arte baseada na construção de uma máscara para aplicação do spray) gigantes pela cidade, retratando a alegria do povo brasileiro. E agora também a alegria deles. A inauguração da primeira tela (muro) foi no Jardim Bonfiglioli, bairro da zona oeste de São Paulo, na rua Caminho do Engenho.
Um fato curioso foi a presença desconfiada dos policiais, enquanto o muro era pintado. Quando terminado a primeira parte, os mesmo 'poliças', passaram novamente e deram um sorriso. Não deixa de ser a máquina se curvando para a beleza das ruas.
Esse stencil, com quase quatro metros de altura e oito de comprimento, se diferencia justamente pelo tamanho. Esta técnica não é nova, mas nessas proporções, sem dúvida, é bastante inovadora. Para se ter um pouco de ideia sobre a dimensão deste trabalho, percebam, na primeira imagem, como o poste com o nome da rua fica pequeno.
Será lançado um filme com todas as fases de desenvolvimento da tela (muro).
Quem quiser saber mais é só entrar no Flicker da dupla http://www.flickr.com/photos/projetopatua/ ou mandar um e-mail para ricardomezadri@gmail.com
Fiquem então com as imagens da brisa.



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Olvidos
Uma sociedade que cresce sobre escombros.
Advirto aos que leem, que não é só uma questão de ficção científica. Não é somente uma inspiração baseada num filme, mas, sim, um reflexo, um reconhecimento, de coisas vividas, de situações sentidas, de momentos que talvez não façam nenhum sentido para uns e total sentido para outros:
O encontro da alma pelas entranhas da natureza.
Bastardos aqueles que sempre evocam as divindades do progresso para traduzirem valores íntimos relacionados a vida. Não! Aqueles homens e mulheres, vestidos de nú, vivendo em comunidades auto-suficientes e lutando com flechas, não eram sinônimos de atraso. Eram a experiência de vida latente em comunhão com o centro da terra. Homens que se pintavam, que riam, falavam alto, tomavam banho e se reconheciam como mais uma parte do todo. Sim canibais, Sim guerreiros...
Ao pisar no chão, na terra, é possível sentir o que ela tem a dizer para nós. Olhar para uma árvore e perceber nela mais que um objeto inanimado incapaz de pensamentos já me foi possível em momentos de absoluta concentração. Olhar para seu tronco, seu dorso, e poder encontrar nela ancestralidade - a história de outras histórias. Pablo Nacer no Livro Meu avô A'uwe, traduziu o mesmo sentimento ao se despedir de uma tribo indígena Xavante no estado do Mato Grosso. Na caçamba de uma pickup, olhou para trás e sentiu que a floresta se fechava em comunicação repeitosa ao trabalho que fora executar com os índios daquela região.
Homens e mulheres rodam em volta de uma mesma filosofia de entendimento das aflições e intempéries da humanidade. Constroem máquinas, prédios e armas de execução em massa, com o triunfo que gozam de sua contemporaneidade. Todos nós sabemos onde reside a vida. No pequeno, e cheio de gestos, olhar de uma criança. No deixar a vida correr e tratar-se como parte e não como todo.
Uma ideia quando revolucionária demais só sobrevive por meios ilícitos e muitas vezes violento, disse Dostoiévsk em Crime e Castigo. Essa loucura revelada sob os olhos tão arraigados de um pensamento social, só se denomina loucura para que pensamentos não se subvertam.O calor da criação é apagado com meia dúzia de palavras sagradas e todos os dias morrem mais e mais em pról de um desenvolvimento que nada tem a ver com a vida. Enforcam-se todos os dias em gravatas que perderam o sentido que nunca tiveram e comungam ainda das mesmas mortalhas, para expor uma forma de vida que não existe (existência tomada ao pé da letra - mente, corpo e essência).
Como fantoches, afundamos o mundo e seus povos numa cultura que nos afoga de superficialismo e depressões.
Uma frase muito bonita e reflexiva é dita no filme Contato: "Seria um desperdício muito grande um universo somente para nós". Tão simples. Tão irrefutável. Tão feroz. Nosso prazer em reconhecimento e aproximação de uma figura Criadora datam das cavernas e ainda cremos que somos nós a elite das espécies. Como podemos concentrar todas as nossas forças apenas para que haja uma demonstração de superioridade aparente. Um mosquito da malária é capaz de nos tirar a nossa tão soberba força. Inventam guerras, desqualificam outros povos, nos impõe uma moral... e aos poucos percebemos que nada disso realmente existe.
A vida é uma ilusão de ótica. Creia na doença e ela existirá. Creia no medo e não sairá de casa. Creia no membro perdido e ele se movimentará. Se até a ilusão nos é capaz de transformar em seres mais frágeis, que superioridade é essa pela qual dignificamos os nossos filhos, netos e bisnetos? Sob que regra moral nos amparamos e que lei maior nos esquecemos? Um dia não haverá mais mundo para essa espécie de animais tão superiores. Provaremos que tal superioridade, em relação ao todo, são simples bactérias infecciosas. A própria consciência do macro, poderia responder nossa pequenez conspiratória.
Hão os que perguntarão: Que droga você usou? Sempre perguntam tolices diante de situações de aproximação da essência. Essa droga é a realidade. Essa droga é o reconhecimento de própria condição humana e dos séculos que perdemos tentando provar para Quem seja que podemos voar mais alto. Essa é droga.
Continuem o massacre. Não tenho méritos para ser ouvido.
* Olvidos = esquecimento
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Ainda temos cachaça
Uma pauta, uma cachaça e uma vontade doida de escrever.
Assim certamente é o dia de um redator publicitário. Claro que isso varia de caso pra caso, mas no meu, o dia tem andado bem fora deste esquema. Não é pra menos. Faz tempo (pra não dizer; nunca) que não mando um bom tema pra dentro. (Aqui preciso disfarçar um pouco o amadorismo, por isso dos parênteses)
Como diz meu amigo Grilo, o tempo deve ser respeitado. Fiquei o dia inteiro esperando dar 16hs só pra poder pegar o resultado da Fuvest. Uma ansiedade que daria dó em qualquer cristão. Eu, muito bem, fiquei calado e sofrendo todas as dores do parto que não chegava. Enfim, passada as 200 horas entre acordar e ver o resultado das 16hs, frustrei com a falta do meu bonito nome na lista. que inferno! Se soubesse disso não ficaria tantas horas esperando, me comendo de ansiedade. Nem pergunte se escrevi algo pois a resposta é bem fácil de acertar. Devia ter ouvido o Grilo sobre o tempo!
Passado o drama (tragédia talvez?), não sei se estou triste ou alegre, mas acerto que a ansiedade acaba comigo e com as minhas amizades. Me retratei com aqueles que ainda queriam papo (pode ser que não queiram ainda, mesmo com as desculpas) e fui tentar trabalhar um pouco.
Coldplay é o nome da banda. Show em março no morumba e vamos fazer o camarote VIP. Nunca tinha ouvido nos danados e me debrucei na proposta... Começou a ficar legal a coisa. O disco da turnê é baseado na revolução francesa, algumas vozes da faixa são gravadas em antigas igrejas góticas da Europa e o tema central é inspirado no quadro Viver la Vida de Frida Kahlo, que eu adoro e me reconheço nas grossas sobrancelhas.
Pirei! Fui pra cima, pensei na morte da bezerra e na do papa..
Das vinte propostas, duas entrou!... Ow diabo de frustração. Mas não tem problema. Já me disseram que vida de redator é assim mesmo. Pau no gato de quem a escolheu.
Sem Fuvest, sem acertar na mosca com o Show, só me resta mesmo a danada da cachaça (hoje vou tomar a envelhecida na umburana - um luxo), que não faz distinção alguma sobre como eu vou tomá-la - mas certamente não será pelo rabo.
Evoé.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Honduras e a velha Ditadura
O Mundo está de frente para uma situação bastante desagradável e nós, sem pedir, nos tornamos cúmplices disso.
No dia 29/07/2009 Honduras foi vítima de um golpe militar. Não parece verdade que essa receita ainda seja usada no século XXI, mas foi! Em agosto do mesmo ano, escrevi no blog sobre ela e tentei dar o meu ponto de vista sobre o que realmente estava acontecendo lá.
Antes de continuar a minha ideia, vou colar algumas notícias que tem saído nos jornais:
G1
"A saída de Zelaya, derrubado por um golpe de estado em 28 de junho, encerra a crise política que paralisou o país centro-americano desde então. Ao assumir, Lobo propôs uma reconciliação nacional no país dividido."
Último Segundo
"Porfírio Lobo, sob o signo da anistia, tomou posse hoje como presidente constitucional do país centroamericano, sepultando de vez Manuel Zelaya, que deixará, depois de cinco meses, a Embaixada do Brasil, para exilar-se. Zelaya aliou-se a Hugo Chávez e se tornou um dissidente da elite conservadora hondurenha, com propósitos autoritários."
Terra
"Para a Anistia Internacional, é fundamental que "Pepe" determine uma apuração completa das ações das forças de segurança no período do golpe e nos dias posteriores. De acordo com o organismo, é necessário ainda punir os responsáveis pelos abusos e não conceder anistia. Do contrário, há riscos de reincidência."
Uol
"Zelaya pôde deixar o país depois que o novo presidente Lobo, assinou, logo após a cerimônia de posse realizada nesta quarta-feira, um decreto que concedeu anistia política a todos os envolvidos no golpe de junho de 2009."
Alguns veículos dizem como andam as coisas por lá, outros (muitos) dizem pouco do que realmente acontece. Por esse motivo, vou usar novamente este blog como veículo de denúncia.
Manuel Zelaya foi um presidente de caráter popular. Entre as diversas medidas que tomou em seu governo estão: desafiou as oligarquias e a burguesia nacional, donas dos meios de comunicação; aumentou o salário mínimo dos funcionários públicos e promoveu a mesma alta no setor privado (60%); melhorou as condições sociais das trabalhadoras domésticas; reduziu o preço dos combustíveis ao se integrar à Petrocaribe, deprezando a Texaco e a Esso Standard Oil; pretendia utilizar a base militar (americana) de Palmerola como Aeroporto Internacional; e se opôs a uma nova lei mineira que lesava os interesses do país, pois outorgaria novas licenças e concessões a empresas de exploração, tais como a Gold Corp., American Pacific e outras.
O que está acontecendo neste país são atrocidades e os meios de comunicação não estão reportando isso. Em 29 de novembro de 2009, o governo ditatorial empurrou uma votação marcada pelo despotismo e manipulação das informações. De acordo com a Revista Le Monde Diplomatique de Janeiro/2010, o Tribunal eleitoral forjou as apurações ao dizer que 61% da população havia ido às urnas. Um Jornalista americano, Jesse Fresstone, do canal The Real News, filmou os resultados que marcavam 49% de participação. A Frente de Resitência Contra o Golpe - FRCG diz que esses números podem ser ainda menores. É impossível a averiguação, uma vez que os resultados oficiais estão em poder do governo golpista.
A censura atual é um outro problema não evidenciado pela imprensa mundial. No dia do Golpe, o sinal dos principais canais hondurenhos foram bloqueados e nas eleições, o canal 36, que investigava as manipulações do atual governo, não teve direito à antena. Em alguns canais, neste mesmo período, foi transmitido vídeos eróticos no lugar da programação original. A Organização de Defesa da Imprensa, de acordo com a matéria do Le Monde, contabilza que 8 mídias foram fechadas e 20 impedidas de funcionar, bem como, 30 jornalistas feridos, 14 presos e um morto.
As mobilizações a favor de Zelaya e da democracia estão sendo constantemente silenciadas. À época da eleição, o balanço da repressão chegavam a 30 mortes e 4200 prisões. O país vive o estado de medo outorgado pelo governo e todo aquele que procura se manifestar é repreendido com violência militar. Há registros de violência sexual no ról destas denúncias.
A questão toda gira em torno da falta de democracia em Honduras e omissão dos meios de comunicação em registrar um fato como esse na América Latina. Aos leitores deste blog, fica aí o meu ponto de vista contra a ditadura que assola este país. Vergonhosa para a América Latina. Vergonhosa para o mundo!
Fonte: Le Monde Diplomatique Brasil - Ano 3 - Nº 30 - Janeiro de 2010 - R$ 9,90
Dentro deste mesmo contexto, deixo um vídeo do youtube sobre o que aconteceu no Chile, no dia 11/09/1973.
No dia 29/07/2009 Honduras foi vítima de um golpe militar. Não parece verdade que essa receita ainda seja usada no século XXI, mas foi! Em agosto do mesmo ano, escrevi no blog sobre ela e tentei dar o meu ponto de vista sobre o que realmente estava acontecendo lá.
Antes de continuar a minha ideia, vou colar algumas notícias que tem saído nos jornais:
G1
"A saída de Zelaya, derrubado por um golpe de estado em 28 de junho, encerra a crise política que paralisou o país centro-americano desde então. Ao assumir, Lobo propôs uma reconciliação nacional no país dividido."
Último Segundo
"Porfírio Lobo, sob o signo da anistia, tomou posse hoje como presidente constitucional do país centroamericano, sepultando de vez Manuel Zelaya, que deixará, depois de cinco meses, a Embaixada do Brasil, para exilar-se. Zelaya aliou-se a Hugo Chávez e se tornou um dissidente da elite conservadora hondurenha, com propósitos autoritários."
Terra
"Para a Anistia Internacional, é fundamental que "Pepe" determine uma apuração completa das ações das forças de segurança no período do golpe e nos dias posteriores. De acordo com o organismo, é necessário ainda punir os responsáveis pelos abusos e não conceder anistia. Do contrário, há riscos de reincidência."
Uol
"Zelaya pôde deixar o país depois que o novo presidente Lobo, assinou, logo após a cerimônia de posse realizada nesta quarta-feira, um decreto que concedeu anistia política a todos os envolvidos no golpe de junho de 2009."
Alguns veículos dizem como andam as coisas por lá, outros (muitos) dizem pouco do que realmente acontece. Por esse motivo, vou usar novamente este blog como veículo de denúncia.
Manuel Zelaya foi um presidente de caráter popular. Entre as diversas medidas que tomou em seu governo estão: desafiou as oligarquias e a burguesia nacional, donas dos meios de comunicação; aumentou o salário mínimo dos funcionários públicos e promoveu a mesma alta no setor privado (60%); melhorou as condições sociais das trabalhadoras domésticas; reduziu o preço dos combustíveis ao se integrar à Petrocaribe, deprezando a Texaco e a Esso Standard Oil; pretendia utilizar a base militar (americana) de Palmerola como Aeroporto Internacional; e se opôs a uma nova lei mineira que lesava os interesses do país, pois outorgaria novas licenças e concessões a empresas de exploração, tais como a Gold Corp., American Pacific e outras.
O que está acontecendo neste país são atrocidades e os meios de comunicação não estão reportando isso. Em 29 de novembro de 2009, o governo ditatorial empurrou uma votação marcada pelo despotismo e manipulação das informações. De acordo com a Revista Le Monde Diplomatique de Janeiro/2010, o Tribunal eleitoral forjou as apurações ao dizer que 61% da população havia ido às urnas. Um Jornalista americano, Jesse Fresstone, do canal The Real News, filmou os resultados que marcavam 49% de participação. A Frente de Resitência Contra o Golpe - FRCG diz que esses números podem ser ainda menores. É impossível a averiguação, uma vez que os resultados oficiais estão em poder do governo golpista.
A censura atual é um outro problema não evidenciado pela imprensa mundial. No dia do Golpe, o sinal dos principais canais hondurenhos foram bloqueados e nas eleições, o canal 36, que investigava as manipulações do atual governo, não teve direito à antena. Em alguns canais, neste mesmo período, foi transmitido vídeos eróticos no lugar da programação original. A Organização de Defesa da Imprensa, de acordo com a matéria do Le Monde, contabilza que 8 mídias foram fechadas e 20 impedidas de funcionar, bem como, 30 jornalistas feridos, 14 presos e um morto.
As mobilizações a favor de Zelaya e da democracia estão sendo constantemente silenciadas. À época da eleição, o balanço da repressão chegavam a 30 mortes e 4200 prisões. O país vive o estado de medo outorgado pelo governo e todo aquele que procura se manifestar é repreendido com violência militar. Há registros de violência sexual no ról destas denúncias.
A questão toda gira em torno da falta de democracia em Honduras e omissão dos meios de comunicação em registrar um fato como esse na América Latina. Aos leitores deste blog, fica aí o meu ponto de vista contra a ditadura que assola este país. Vergonhosa para a América Latina. Vergonhosa para o mundo!
Fonte: Le Monde Diplomatique Brasil - Ano 3 - Nº 30 - Janeiro de 2010 - R$ 9,90
Dentro deste mesmo contexto, deixo um vídeo do youtube sobre o que aconteceu no Chile, no dia 11/09/1973.
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Mallu Magalhães - O Retorno
Em Junho escrevi um post [ Mídias espontâneas pra povo chucro] sobre o fenômeno Mallu Magalhães. Na época houve uma mescla de enxovalho e admiração pelo lançamento de suas músicas tchubarubas e seu jeito introspectivo de falar. Mais e mais ateavam fogo na garota em função do relacionamento com Marcelo Camelo, ex-integrante dos Los Hermanos.
A questão é que minha defesa não era infantil. A menina falava uma língua linda de ser ouvida. Lembrava bem as boas e destemidas reportagens de Elis Regina - Cada qual com a sua expressão, cada qual com seu português.
O que mais diziam - e o que mais me irritava - era que ela não sabia falar e que sua música era infantil. Esse post vem pra encerrar o assunto sobre a falta de maturidade de Mallu.
Em 2009, ela lançou o seu segundo CD que não teve repercussão na mídia. O fato é natural dada a pureza poética do disco. Inspirado em Mutantes, Novos Baianos e na tropicália, com pitadas de Los Hermanos, folk e gospel o álbum é incorrigivelmente bom. Viciante, hermético e estruturado o album é apaixonante e certamente faz silênciao nesse povo chucro que continua mais preocupado com a imagem que com a essência.
Mallu Magalhães é o tipo de mente que continuará ecoando nos próximos anos.
No Link você poderá baixar o brilhante album: Mallu Magalhães.
Suas músicas também estão disponíveis no my space da cantora: www.myspace.com/mallumagalhaes
A garota veio pra ficar, ainda bem!
A questão é que minha defesa não era infantil. A menina falava uma língua linda de ser ouvida. Lembrava bem as boas e destemidas reportagens de Elis Regina - Cada qual com a sua expressão, cada qual com seu português.
O que mais diziam - e o que mais me irritava - era que ela não sabia falar e que sua música era infantil. Esse post vem pra encerrar o assunto sobre a falta de maturidade de Mallu.
Em 2009, ela lançou o seu segundo CD que não teve repercussão na mídia. O fato é natural dada a pureza poética do disco. Inspirado em Mutantes, Novos Baianos e na tropicália, com pitadas de Los Hermanos, folk e gospel o álbum é incorrigivelmente bom. Viciante, hermético e estruturado o album é apaixonante e certamente faz silênciao nesse povo chucro que continua mais preocupado com a imagem que com a essência.Mallu Magalhães é o tipo de mente que continuará ecoando nos próximos anos.
No Link você poderá baixar o brilhante album: Mallu Magalhães.
Suas músicas também estão disponíveis no my space da cantora: www.myspace.com/mallumagalhaes
A garota veio pra ficar, ainda bem!
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Preconceito Estético
Vendo um comercial de cerveja esses dias (sim sim, ando midiático. Não sei o que está havendo comigo, mas está acontecendo algo), fiquei pensando sobre o preconceito estético. O referido comercial, contraditoriamente à essência da coisa, diz que não devemos nos preocupar com o que os outros pensam ou falem de você. Não interessa se está pálido, gordinho, careca e etc... Digo contraditoriamente, pois a publicidade dita regras estéticas - "Hey, mas como você ainda não tem essa blusinha? Não fique de fora desta incrível promoção".. e por aí vai.
E como não se render as luxúrias da estética. Se o rapaz é peludo, taca o mundo a brincar com o coitado. Se é gordinho também. E não me furto destas acusações malditas. Sirva este post como angustiante confissão sobre minha porca moral.
Sei bem como é a prisão de não se encaixar nos padrões de beleza. Os malditos comentários! Imagine o caos mental gerado pela necessidade de ir contra a natureza que o gerou. A vida não seria mais tranquila se não tivéssemos que nos preocupar menos com a aparência alheia? Se não fôssemos tão reféns de nosso olhar rotineiro, acostumado a não entender a diferença?
Que dureza viu cidadão. Que dureza!
Deixamos de conversar com essa ou aquela pessoa, em função das características fenotípicas dela. De longe afastamos o diferente e não temos tempo para aprofundar um pouco mais a conversa.
Às vezes, quando não tem mais lugar para sentar, quando a sala está vazia e o silêncio é pertubante demais, a gente puxa a conversa que nunca puxaríamos e, sem querer, descobre que a pessoa diferente tem conteúdo. Humilhado, com a dignidade no rabo, o sujeito se tranca no banheiro e chora. Pior é no dia seguinte, perto da galerinha, fazendo aquela "preza" e a gente se depara com aquele que te fez companhia no dia anterior. A dúvida guilhotina: "cumprimento? não? sim? mas o que vão dizer? será? falo? não falo? assumo? não assumo? merda? fudeu! não deu tempo..." Já era irmão, a conciência foi afetada e você se perdeu nos cachos doídos da sua intimidade."
Não sou santo moralista, por isso assumo meu preconceito estético. Brigo incessantemente contra isso. A luta se aprofunda e se afunila. Quanto desperdício de universo! Quanto!
Entre tantos preconceitos, ainda existe o preconceito estético!
E como não se render as luxúrias da estética. Se o rapaz é peludo, taca o mundo a brincar com o coitado. Se é gordinho também. E não me furto destas acusações malditas. Sirva este post como angustiante confissão sobre minha porca moral.
Sei bem como é a prisão de não se encaixar nos padrões de beleza. Os malditos comentários! Imagine o caos mental gerado pela necessidade de ir contra a natureza que o gerou. A vida não seria mais tranquila se não tivéssemos que nos preocupar menos com a aparência alheia? Se não fôssemos tão reféns de nosso olhar rotineiro, acostumado a não entender a diferença?
Que dureza viu cidadão. Que dureza!
Deixamos de conversar com essa ou aquela pessoa, em função das características fenotípicas dela. De longe afastamos o diferente e não temos tempo para aprofundar um pouco mais a conversa.
Às vezes, quando não tem mais lugar para sentar, quando a sala está vazia e o silêncio é pertubante demais, a gente puxa a conversa que nunca puxaríamos e, sem querer, descobre que a pessoa diferente tem conteúdo. Humilhado, com a dignidade no rabo, o sujeito se tranca no banheiro e chora. Pior é no dia seguinte, perto da galerinha, fazendo aquela "preza" e a gente se depara com aquele que te fez companhia no dia anterior. A dúvida guilhotina: "cumprimento? não? sim? mas o que vão dizer? será? falo? não falo? assumo? não assumo? merda? fudeu! não deu tempo..." Já era irmão, a conciência foi afetada e você se perdeu nos cachos doídos da sua intimidade."
Não sou santo moralista, por isso assumo meu preconceito estético. Brigo incessantemente contra isso. A luta se aprofunda e se afunila. Quanto desperdício de universo! Quanto!
Entre tantos preconceitos, ainda existe o preconceito estético!
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Ditadura militar em Honduras
O mundo volta seus olhos para a gripe Influenza H1N1. Dentro dos ônibus as pessoas se repelem na esperança de repelir o 'contagiante' vírus. Enquanto isso Honduras sofre um golpe militar liderado pelas elites direitistas desse país.
Para quem não sabe o que é Ditadura Militar eu vou explicar em algumas linhas.
Na década de 60 as ditaduras invadiram os países latino americanos, apoiados pelos manuais da CIA com o fim de não permitir que movimentos comunistas se enraizassem por essas bandas. O que caracaterizou a ditadura militar foi a tomada do poder pelo exército. Com isso: 1) O povo ficou impedido de escolher os seus governantes. 2) Os valores constitucionais foram eliminados 3) O congresso foi fechado 4) Foi utilizada a força para combater possíveis dissidentes do governo 5) Foi autorizado o uso da tortura para minar os fócos revolucionários.
A Ditadura abafa o mais importante poder: A força do povo.
Manuel Zelaya, presidente deposto de Honduras, foi atingido por cometer "vários pecados: desafiou as oligarquias e a burguesia nacional, donas dos meios de comunicação; aumentou o salário mínimo dos funcionários públicos e promoveu a mesma alta no setor privado (60%); melhorou as condições sociais das trabalhadoras domésticas; reduziu o preço dos combustíveis ao se integrar à Petrocaribe, deprezando a Texaco e a Esso Standard Oil; pretendia utilizar a base militar (americana) de Palmerola como Aeroporto Internacional; e se opôs a uma nova lei mineira que lesava os interesses do país, pois outorgaria novas licenças e concessões a empresas de exploração, tais como a Gold Corp., American Pacific e outras" - Le Monde Dimplomatique Brasil - Número 25 agosto de 2009.
Chegou a hora da gente dizer não às ditaduras. É impressionante como a Lei Anti-fumo tem muito mais divulgação e muito mais efeito que a lei de orçamento participativo municipal. Precisamos ver aonde realmente está a gripe das coisas.
Esse post é para se solidarizar com a causa de Manuel Zelaya, presidente eleito democraticamente pelo povo de Honduras e deposto pela ditadura militar no dia 25 de junho de 2009.
Para quem não sabe o que é Ditadura Militar eu vou explicar em algumas linhas.
Na década de 60 as ditaduras invadiram os países latino americanos, apoiados pelos manuais da CIA com o fim de não permitir que movimentos comunistas se enraizassem por essas bandas. O que caracaterizou a ditadura militar foi a tomada do poder pelo exército. Com isso: 1) O povo ficou impedido de escolher os seus governantes. 2) Os valores constitucionais foram eliminados 3) O congresso foi fechado 4) Foi utilizada a força para combater possíveis dissidentes do governo 5) Foi autorizado o uso da tortura para minar os fócos revolucionários.
A Ditadura abafa o mais importante poder: A força do povo.
Manuel Zelaya, presidente deposto de Honduras, foi atingido por cometer "vários pecados: desafiou as oligarquias e a burguesia nacional, donas dos meios de comunicação; aumentou o salário mínimo dos funcionários públicos e promoveu a mesma alta no setor privado (60%); melhorou as condições sociais das trabalhadoras domésticas; reduziu o preço dos combustíveis ao se integrar à Petrocaribe, deprezando a Texaco e a Esso Standard Oil; pretendia utilizar a base militar (americana) de Palmerola como Aeroporto Internacional; e se opôs a uma nova lei mineira que lesava os interesses do país, pois outorgaria novas licenças e concessões a empresas de exploração, tais como a Gold Corp., American Pacific e outras" - Le Monde Dimplomatique Brasil - Número 25 agosto de 2009.
Chegou a hora da gente dizer não às ditaduras. É impressionante como a Lei Anti-fumo tem muito mais divulgação e muito mais efeito que a lei de orçamento participativo municipal. Precisamos ver aonde realmente está a gripe das coisas.
Esse post é para se solidarizar com a causa de Manuel Zelaya, presidente eleito democraticamente pelo povo de Honduras e deposto pela ditadura militar no dia 25 de junho de 2009.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Venturas de um cavaleiro atemporal
Numa agradável conversa na avenida paulista, Sabo, grande amigo, poeta, música e filósofo, e eu ficamos admirando a grande escultura do Don Quixote de La Mancha que montaram no conjunto nacional.
Fiquei pensando o porquê de tantas vezes retratarem o Don Quixote por aqui? Não somente o Don, mas seu escudeiro Sancho Pansa, seu cavalo o Rocinante. Qual motivo leva essa contemporanização da figura do louco?
Essa personagem de Miguel de Servantes foi apresentada ao mundo no século XVII com o livro, em dois volumes, que carregava o nome do seu protagonista. Na novela, Don Quixote era um homem de meia idade relativamente normal. Quando eu ouço as pessoas comentando sobre as venturas do cavaleiro andante, sempre falam sobre as lutas contra moinhos de ventos, que ele jurava serem monstros que o impedia o caminho, mas um outro fato é tão importante quanto os moinhos.
O que levou Quixote a esse estado de loucura foram as diversas novelas de cavalaria que lera. Ele era um devorador desse tipo de literatura, ao ponto de ver a vida pelo viés dessas páginas: Casebres eram castelos; tabernas com anões perigosos eram guardas da corte; a mais coitada das campezinas era a musa pelo qual guardaria até a morte a honra. Quixote vivia um mundo de sonhos inventado por escritores que provavelmente nunca pegaram em lanças. Ele fez real esse mundo de falsa honra.
E não seria esse exemplo quixotesco a realidade de muitos e muitos que hoje vivem entorpecidos pelas maravilhas da televisão? Não é um Quixote, esses homens marombados que sonham ser atores da malhação? Não seria os Rocinantes os carros turbinados que as propagandas insistem em nos vender? Não será a nossa sociedade, baseada na mímese e nos feitiches modernos, um exército muito maior do que o protagonista do livro de Cervantes? Olhando bem para esse povo que acredita nas mesas de cafés das manhãs das novelas brasileiras, será que somos todos Dons?
Ahh Saavedra. Ou você foi muito visionário, ou somos atrasados pra porra!
Fiquei pensando o porquê de tantas vezes retratarem o Don Quixote por aqui? Não somente o Don, mas seu escudeiro Sancho Pansa, seu cavalo o Rocinante. Qual motivo leva essa contemporanização da figura do louco?
Essa personagem de Miguel de Servantes foi apresentada ao mundo no século XVII com o livro, em dois volumes, que carregava o nome do seu protagonista. Na novela, Don Quixote era um homem de meia idade relativamente normal. Quando eu ouço as pessoas comentando sobre as venturas do cavaleiro andante, sempre falam sobre as lutas contra moinhos de ventos, que ele jurava serem monstros que o impedia o caminho, mas um outro fato é tão importante quanto os moinhos.
O que levou Quixote a esse estado de loucura foram as diversas novelas de cavalaria que lera. Ele era um devorador desse tipo de literatura, ao ponto de ver a vida pelo viés dessas páginas: Casebres eram castelos; tabernas com anões perigosos eram guardas da corte; a mais coitada das campezinas era a musa pelo qual guardaria até a morte a honra. Quixote vivia um mundo de sonhos inventado por escritores que provavelmente nunca pegaram em lanças. Ele fez real esse mundo de falsa honra.
E não seria esse exemplo quixotesco a realidade de muitos e muitos que hoje vivem entorpecidos pelas maravilhas da televisão? Não é um Quixote, esses homens marombados que sonham ser atores da malhação? Não seria os Rocinantes os carros turbinados que as propagandas insistem em nos vender? Não será a nossa sociedade, baseada na mímese e nos feitiches modernos, um exército muito maior do que o protagonista do livro de Cervantes? Olhando bem para esse povo que acredita nas mesas de cafés das manhãs das novelas brasileiras, será que somos todos Dons?
Ahh Saavedra. Ou você foi muito visionário, ou somos atrasados pra porra!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Mídia, pânico e aspirinas
Dos alto falantes gritaram monumentais
Idos mentirosos, repetidos repetidamentes
que se transformam lentamente... viram reais.
Noutro, transmissões radiofônicas
contaram uma invasão cruel.
Eram bichos de máquinas voadoras,
de viagens interstelares e metralhadoras
lançandora feixes
de raios de Orson Welles.
Nossa paisagem marinha.
Nossa costa de bélissimos corcovados
Fez crescer o pânico paulista
fez baixar as portas
fez se esconder nos armários
fez passar jornais, folhetins, documentários
contando que o pcc tomava a cidade.
Ví onze milhões de desesperados, correndo com suas bolsas,
rastejando-se pelo chão, fugindo de balas
que naquele momento apenas dois ou três revólveres dispararam.
É nessa fantasia que nasce mais uma gripe
que existe, mas não existe...
Agora é proibido dar as mãos, beijar os lábios, sentir tesão
é proibido e na minha humilde concepção
a pior gripe que existe é a gripe do medo.
O medo publicitário, jornalístico...
Uma população acoada, que coloca máscaras pra se proteger.
De tão macisso gripado noticiário.
Numa cidade distante.....
A Menina
que de tanto medo
vestiu-se à chernobyl
e não viu o farol que fechara vermelho
e acabou.
Protegida com máscara,
jaz no asfalto livre, agora sim,
Livre de qualquer gripe.
Idos mentirosos, repetidos repetidamentes
que se transformam lentamente... viram reais.
Noutro, transmissões radiofônicas
contaram uma invasão cruel.
Eram bichos de máquinas voadoras,
de viagens interstelares e metralhadoras
lançandora feixes
de raios de Orson Welles.
Nossa paisagem marinha.
Nossa costa de bélissimos corcovados
Fez crescer o pânico paulista
fez baixar as portas
fez se esconder nos armários
fez passar jornais, folhetins, documentários
contando que o pcc tomava a cidade.
Ví onze milhões de desesperados, correndo com suas bolsas,
rastejando-se pelo chão, fugindo de balas
que naquele momento apenas dois ou três revólveres dispararam.
É nessa fantasia que nasce mais uma gripe
que existe, mas não existe...
Agora é proibido dar as mãos, beijar os lábios, sentir tesão
é proibido e na minha humilde concepção
a pior gripe que existe é a gripe do medo.
O medo publicitário, jornalístico...
Uma população acoada, que coloca máscaras pra se proteger.
De tão macisso gripado noticiário.
Numa cidade distante.....
A Menina
que de tanto medo
vestiu-se à chernobyl
e não viu o farol que fechara vermelho
e acabou.
Protegida com máscara,
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Livre de qualquer gripe.
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terça-feira, 30 de junho de 2009
MÍdias espontâneas pra povo chucro
Recentemente, duas meninas com quase a mesma idade, tornaram-se celebridades nacionais com canções próprias. Semelhanças e antagonismo marcam a vida dessas duas garotas.
Refiro-me a Malu Magalhães e a Stefhany.
Semelhanças:
Ambas despontaram na fama sem a ajuda dos mecenas mega-empresários da indústria cultural. Pelo menos não num primeiro momento.
Antagonismo:
A Malu explora uma expressão artística inspirada nos Beatle, Bob Dylan e na geração beatnik. Tem uma característica muito singular de fazer poesias com elementos pouco convencionais e explora a música de maneira irreverente e fora dos atuais padrões.
Por outro lado, Stephany faz uma mistura da música internacional da década de 80 e 90 com ritmos brasileiros como o forró, o calypso e o brega. Com um estilo muito característico da nova música nordestina, ela vem conquistando um público cada vez mais seleto.
O que me interessa em todo esse formalismo é que ambas surgiram de mídias espontâneas, mas o povo insiste em caçoar da Malu pelo novo (velho) estilo que ela traz. Com um jeito que está mais para pureza que para a malandragem, ela nos convida para alguns desafios dialéticos. O povo da agência em que trabalho a odeia. Já a Stefhany, com toda aquela coisa sedutora e uma linguagem simples, o povo ama e passa a estudar o "fenômeno".
Sou realmente louco das ideias... Me internem na casa verde do alienista.
Refiro-me a Malu Magalhães e a Stefhany.
Semelhanças:
Ambas despontaram na fama sem a ajuda dos mecenas mega-empresários da indústria cultural. Pelo menos não num primeiro momento.
Antagonismo:
A Malu explora uma expressão artística inspirada nos Beatle, Bob Dylan e na geração beatnik. Tem uma característica muito singular de fazer poesias com elementos pouco convencionais e explora a música de maneira irreverente e fora dos atuais padrões.
Por outro lado, Stephany faz uma mistura da música internacional da década de 80 e 90 com ritmos brasileiros como o forró, o calypso e o brega. Com um estilo muito característico da nova música nordestina, ela vem conquistando um público cada vez mais seleto.
O que me interessa em todo esse formalismo é que ambas surgiram de mídias espontâneas, mas o povo insiste em caçoar da Malu pelo novo (velho) estilo que ela traz. Com um jeito que está mais para pureza que para a malandragem, ela nos convida para alguns desafios dialéticos. O povo da agência em que trabalho a odeia. Já a Stefhany, com toda aquela coisa sedutora e uma linguagem simples, o povo ama e passa a estudar o "fenômeno".
Sou realmente louco das ideias... Me internem na casa verde do alienista.
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
Blogs X Editoriais
Um duelo ao bom e velho estilo de Ilusões Perdidas. Balsaquiano de mais.
O blog da Petrobras, cortesmente dá 10 passos a oeste enquanto os editores dos jornais dão a leste.
A carabina é conferida pelo presidente Lula e os corações disparam.
Os jornalistas da Folha de São Paulo, do Globo, da Exame e de outros jornalecos estão loucos da vida. A posição de estrela que há tantos anos sustinham, virou cadente com uma sutil arma. O Blog!
Agora, desesperados, os jornalistas correm para todas as direções procurando os meios de retomar o poder perdido. Estão desesperados em perder a mais importante fatia do mercado: a informação.
A pressão é tamanha que fatalmente a Petrobrás encerrará as atividades no blog, mas agora a coisa já ficou pública. A Petrobrás mostrou o caminho das pedras profundas para desarmar os corruptos jornalistas... As corruptas editoras.
A notícia vem fresca, vem direto da fonte e eles estão putos por não poderem manipular o bolo ao seu bel prazer. Gritam com placas e faixas que isso é contra a social democracia, por tirar dos jornalistas o poder de denúncia que sempre tiveram.
Às favas.
Agora a informação vem crua. O nego tem que ler e entender.
A coisa ficou complicada.
A guerra começou e já saímos ganhando.
Viva o blog da petrobrás!
Viva!
O blog da Petrobras, cortesmente dá 10 passos a oeste enquanto os editores dos jornais dão a leste.
A carabina é conferida pelo presidente Lula e os corações disparam.
Os jornalistas da Folha de São Paulo, do Globo, da Exame e de outros jornalecos estão loucos da vida. A posição de estrela que há tantos anos sustinham, virou cadente com uma sutil arma. O Blog!
Agora, desesperados, os jornalistas correm para todas as direções procurando os meios de retomar o poder perdido. Estão desesperados em perder a mais importante fatia do mercado: a informação.
A pressão é tamanha que fatalmente a Petrobrás encerrará as atividades no blog, mas agora a coisa já ficou pública. A Petrobrás mostrou o caminho das pedras profundas para desarmar os corruptos jornalistas... As corruptas editoras.
A notícia vem fresca, vem direto da fonte e eles estão putos por não poderem manipular o bolo ao seu bel prazer. Gritam com placas e faixas que isso é contra a social democracia, por tirar dos jornalistas o poder de denúncia que sempre tiveram.
Às favas.
Agora a informação vem crua. O nego tem que ler e entender.
A coisa ficou complicada.
A guerra começou e já saímos ganhando.
Viva o blog da petrobrás!
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