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sábado, 21 de setembro de 2013

Tirana alma insone

Tem uma brasa no peito que queimou sua camisa
Cantou destemperadamente o poeta na manhã de sábado
Fudido, quase desesperado, sem conseguir dar um passo e com medo de tudo
Cantou desesperado com se tudo pudesse se resumir em um acorde.
A canção não acordou, mas queria ainda dizer algo.
Era algo insone e balbuciante
Um suspiro que se agita enquanto correm suores e lágrimas de uma canção antiga.

Ele quis sair correndo como se pudesse fugir de seus medos de sonho
Pausou, mas cansou-se do silêncio e gritou feito louco sem poder ser ouvido
Era um pesadelo em que não se acordava.

Até que relaxou zonzo e trôpego. 
Já não doíam as marcas e as pequenas contusões do caminho
A pressão baixava e ele seguia moribundo.

queria acordar daquele acorde misterioso
Queria salvar o mundo das tempestades de enxofre
Percebeu-se sem face, sem facebook, sem contatos imediatos
Queria além da preguiça de sempre.

Queria brigar com amigos que fugiam 
Queria tudo aquilo que não tinha

Era uma alma perdida, sem sono e dormida.
Acordado via toda a sua vida passar na sua frente
Na tirana tortura do seu algoz mais cruel
Seu próprio eu gritando como o pingo que não parava de lhe bater à testa

Só queria ser verão e fugir do frio
Só precisava de duas gotas de sal daquele mar
Sorveu mais um trago etílico de vida e morreu

domingo, 16 de dezembro de 2012

Um Casamento Pagão

Estou na casa de um grande amigo de letras inscrevíeis. Amigo que nos tempos difíceis esquentou o meu coração vazio com frases de Buckovicz. 
É uma casa simples. Uma segunda unidade num espaço agradável. Chove como nao poderia ser difernte em uma tarde de verão. Ele está gravido e a gestação tem este sabor de conhecimento humano. Sim isto é casamento pagão.

Pagão nao pela ausência de religião; não é possível supor esta ausência, mas pela proposta de ser qualquer coisa diferente de tudo. E como ser diferente se o destino do ser humano é viver? O que é ser diferente? Sempre existirá lágrimas de alegria. Haverá desprendimento e reagrupamentos. Sempre haverá um lar e coisas para se aprender. Por que pagão?

sábado, 1 de setembro de 2012

A Flor da Pele

Estar a flor da pele é isso Chico Buarque

 

domingo, 7 de agosto de 2011

Que merda é essa?



Que merda é essa? hahahaha

Teve um dia que eu subia pro décimo quinze
Nesse dia nada ali me cheirava bem
Fiquei pensando como estava todo mundo
Nesse mundo todo o mundo não cheirava bem

Com o dia passando foi ficando engraçado
O cheiro de todo mundo vai por todo lado
O cheiro do ralo
O cheio do moço
O cheiro de quem não achava que estava num lodo

Era o cheiro da completa ignorância
Não se acreditava não se via mais ninguém
Quando tudo era uma intolerância
Eu buscava amor nos olhos do meu bem

Eu pensava que isso era tão normal
Achar que o mundo não se cheirava mal
O cheiro do ralo
O cheio do moço
O cheiro de quem não achava que estava num lodo

Um esconderijo atrás do edifício
Eu pensei : o que era estar Bem?
Se é estando todo o tempo branco e liso
Ou se limpo a merda que todo mundo tem.

De repente tudo tava tão errado
O presente passado começo não tinha mais lado
O cheiro do ralo
O cheio do moço
O cheiro de quem não achava que estava num lodo

terça-feira, 20 de abril de 2010

Retalhos de mil retalhos

"A vida pra mim é isso: uma única vida feita de sonhos, alegrias e desilusões. Sorte, acasos e possibilidades. Não é uma caixa de ferramentas onde parafusos estão nos compartimentos da esquerda e os pregos no da direita. Sou como a floresta virgem que entre o grande salgueiro, se entrelaça a trepadeira parasita para viverem em comunhão simbiótica. Não somente cético, não somente louco, não somente aristocrático, tampouco liberal. Numa forma, que privilegia todas as formas, não procuro o equilíbrio dando pesos e medidas às pessoas, como fazem os seguidores do bom senso – às favas com o bom senso. Prefiro a minha realidade, passional às vezes, aos discursos que cambam de um lado para o outro com medo das famosas “o que vão dizer?”. "

Minha obra em multiplicidade estática. Meu Livro está disponível.
Quem quiser dar uma olhada entre no site: http://www.agbook.com.br/book/18445--Retalhos_de_mil_retalhos

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A cultura do grito

Esse vídeo me faz lembrar o estudo de TGI do meu grande amigo Magrão, aquele que me chama de Rogerson. A programação, não somente da tevê,  mas dos diversos meios de comunicação, abestalha o cabra. Faz com que nos sintamos covardes, tontos, meio bobos... Bobos ao ponto de pensar que estamos com tudo, quando na realidade não estamos com nada.

Triste né? mas acontece.

Estou lendo Henfil, Diário de um Cucaracha. É uma reunião de cartas que ele mandou para amigos, dizendo um pouco de sua passagem por Nova Iorque na década de 70 para tratar da hemofilia. Engraçado que, no auge daquele ano de silêncio, ele ficou pasmo com a comunicação aberta de lá. Extremos tão malucos. Sem dúvida, a cultura do grito impera desde antes nos fazendo mais silenciosos. Quanta coisa de confuso há em tudo isso. Bom é disso que fala o livro. É disso que fala o filminho... é disso que corro tanto e que ninguém entende bem.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Acendam os refletores

Adoráveis caixinhas de fósforos
Ciro Monteiro sentiria-se lisonjeado. Certamente!

terça-feira, 23 de março de 2010

Playing for change

A música está presente em toda a história da humanidade. Em festas, cultos, demonstrações culturais.. em tudo. Estou fascinado com o trabalho do grupo Playing for Change, que viaja pelo mundo quebrando as barreiras do som.

Com uma equipe de produção incrível, eles já viajaram para a África, América e América Latina e em 2007 lançaram a fundação Palaying for Change, que dá subsídios para que os artistas locais se desenvolvam.

O trabalho mais conhecido foi o Stand By Me cantando por pessoas do mundo inteiro, mas garanto, entrem no site deles que será um deleite ouvir cada produção. É espetacular, principalmente para quem pretende ver o mundo com outros olhos. Deliciem-se

http://www.playingforchange.com/


quinta-feira, 18 de março de 2010

Rômulo Froes

Achados de twitter, endoideço com algumas coisas que ouço e vejo. Esse menino aí se chama Rômulo Froes. As músicas que ele apresenta são super minimalistas, cuja poesia toca qualquer coisa perto da inpsiração lata:  com intenções íntimas e frases que vem para compor o que resta, palavras que avoam bonitas numa conclusão lógica e rítmica.  Uma delícia de ouvir sossegado e sem pressa, mas danada pra dar uma dor de cabeça.

A agenda do beleza é essa, que faço questão de divulgar.

26 mar 2010 SESI - Franca
13 abr 2010 SESI - Vila Leopoldina
22 abr 2010 Sesc Consolação
28 mai 2010 SESI - Osasco
25 jun 2010 SESI - Araraquara
30 jul 2010 SESI - Marília

Acessem o Myspace dele sintam um pouco de como viaja a composição de Froes
http://www.myspace.com/romulofroes



Saudações

Vingança, segundo a separação.

Quando se está separando, a prática dos bons costumes pede para que tenhamos benevolência. Temos de nos desfazer de nossas imperfeições e acreditar que naquele momento é preciso entender e perdoar. Como eu sou um cínico, acho que a separação poderia vir acompanhada de uma boa vingança, o que não é nada mal. Isso porque, lidar com o sentimento de "eu to pensando um monte de besteira" e expôr uma santidade inexistente é muito mais angustiante que separar os bens. Então, segue um texto de como seria a vingança, segundo os preceitos da separação.

Vingança, segundo a separação.

"Olá Infeliz

Espero que essa seja a minha última carta. Não por você, mas por mim mesmo. É cansativo fazer um papel ridículo por tanto tempo. Tudo aquilo que vivemos juntos, eu estou jogando numa lata de lixo. Não é muita coisa, cabe numa caixa de sapato. Você pode ir pro inferno, numa boa e numa paz. Sem crise mesmo. De coração eu desejo que você abrace o cramunhão e que tudo dê errado pra você. 

Guardei alguns segredos sobre nós, mas não vou contar pra você, pois os não contados são piores que a conta. Então prefiro ir devagar com eles... na hora certa você encontrará pistas.

Todas as cartas de amor que eu escrevi são bobagens. Não sei como pensei em tudo aquilo, mas até que algumas coisas são bem criativas. Então, eu vou ver se publico e ganho um dinheiro em cima. Tomara que isso pague um pouco do prejuízo financeiro que você me deu por todos esse tempo. 

Tenho saído com a sua amiga. Ela parece ser bem legal, diferente de você é claro. Vai no futebol, conversa com meus amigos, toma uma comigo e me deixa sozinho pra jogar Winning Eleven. Se um dia der casamento, eu mando o convite para você. Faço questão de gastar cinco reais a mais nessa correspondência. 

Não responda essa carta. Já alertei o porteiro sobre correspondência de sua natureza e ele já vai jogar fora antes mesmo de eu saber. Também não venha em casa, o porteiro já está de aviso.

Um forte e efusivo abraço de alguém que te vê com bons olhos depois de te odiar tanto."

Aí sim a separação fica gostosa. 
Quando a carne pode ceder à vileza da alma. 
Super natural. Graciosa eu diria.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Traveling

Fantástico uso do traviling. Poesia, vídeo e arquitetura num mesmo cenário.
Indescritível

Feijoada Polifônica

Achados que se acham por ai.
Coisa fina.
Monstruosa por natureza, como toda, e qualquer, obra prima é.

domingo, 7 de março de 2010

Duo Siqueira Lima

O Caminhos ao s(o)ul hoje vai mostrar um pouco do trabalho de Duo Siqueira Lima. Desde 2002, a dupla de violinistas, formado por Fernando Lima e Cecília Siqueira, vem se apresentando pelos palcos do mundo. O Engraçado disso tudo é que o Brasil conhece pouco da dupla. É na Europa que eles ganham mais destaque, fazendo música latino americana, sobretudo, brasileira. Do clássico ao popular, eles tocam desde Pixinguinha a João Bosco, mostrando pro mundo que a música brasileira tem um tempero calibrado de malícia, estilo e sofisticação.

Para quem quiser saber mais sobre o trabalho da dupla segue o site oficial: http://www.duosiqueiralima.com.br/

Uma brincadeira a quatro mãos da dupla.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Elomar Figueira Mello

"que haverá de chegar um tempo de baixar os muros e levantar os munturos - vivemos o tempo do culto às nulidades." - Elomar


Outro dia, conversando com o grande amigo Leonardo Aquiles, ele me perguntou: "você não conhece Elomar, Xangai, Vital Farias?. Esses caras são incríveis". Na época conversávamos sobre uma nova forma de fazer música e sobre experimentação de sons, o que mais tarde se transformou no Forrodélicos da Cohab de Madeira, nosso grupo de música experimental. Coincidentemente, lia As Vinhas da Ira de Steinbeck, que romancia a trágica história dos retirantes (tão retirantes quanto os nossos do nordeste) de Oklahoma em direção à Califórnia.

Fiquei com esses nomes na mente: Elomar, Xangai, Vital farias. Fui atrás e achei obras que, junto com todas as outras coincidências, mudaram completamente a minha vida.

Em especial, hoje, quero falar de Elomar Figueira Mello. Nascido nos idos de 1937 em Vitória da Conquista no estado da Bahia, ele é o primogênito de uma jovem e simples família. O pai era tocador de boiada e a mãe costureira.


Durante toda a infância, Elomar esteve imerso na realidade "sertaneza" (como ele gosta de dizer em linguagem dialetês). Acompanhou de perto as secas cíclicas do sertão, feita de homens de passagem, homens da terra, retirantes. Aos sete anos teve contato com a música profana de menestreis errantes que cantavam tiranas e parcelas na região.

Suas primeiras composições começou aos 17 anos, mas ainda sem uma identidade musical.Para a época e pra família, música era coisa de vagabundo, por esse motivo, vai a Salvador para fazer o Científico (que eu não fazia a mínima ideia do que poderia ser, mas a Andarilha, gentilmente me explicou: "No nordeste, 'cientifico' é o nome dado ao ensino médio, antigamente.Também chamado de segundo grau e colegial posteriormente" - Obrigado Andarilha). Mais tarde, gradua-se na segunda faculdade em arquitetura e vai levando a vida, já casado, como arquiteto e músico em Vitória da Conquista.

Quando fui para a Bahia, estava com a intenção de encontrá-lo, uma vez que é um vivo homem e eu ia para a cidade  onde hoje guarda a cultural Casa dos Carneiro. Nesse meu intento, no meio do sertão de Várzea D'água, não consegui fazer contato com Elomar, mas conheci seus amigos. No trago de uma pinga e no vai de um bom papo, Cori, seu amigo íntimo, me contou que certa vez, Elomar, resolveu dar carona para um rapaz que andava pelo lajedão. O rapaz estava com um disco do Michael Jackson nas mãos e apresentou a Elomar perguntando se ele conhecia. E Elomar respondeu: "Você conhece Elomar Figueira, musicólogo, estudioso, concertista de opera e músicas sertanejas?". O rapaz respondeu que não. No mesmo instante, freou o carro, abriu a porta e mandou o jovem descer, dizendo: "Como você conhece Michael Jakcson e não conhece o Elomar que está na sua frente?". Causos que ouvíamos rindo sob uma lua que jamais me esquecerei.


A poesia de sua composição é espetacular. Inspirado nas canções sertanejas, em composições medievais,  barrocas, em literatura de cavalaria e no cristianismo, típico daquela região, sua música chega num grau extraordinário de existencialismo e harmonia.

"Apois pro cantadô i violero
Só há treis coisa nesse mundo vão
Amô, furria, viola, nunca dinhero
Viola, furria, amo, dinhero não

Cantado di trovas i martelo
Di gabinete, lijêra i moirão
Ai cantado já curri o mundo intero
Já inté cantei nas portas di um castelo
Dum rei qui si chamava di Juão
Pode acriditá meu companhero
Dispois di tê cantado o dia intero
O rei mi disse fica, eu disse não" - Trecho de violeiro - 1972

Sua contribuição para a música mundial é incalculável. Na esperança que esse grande mestre de 73 anos seja ainda consagrado vivo, deixo aqui a minha a homenagem a ele, que hoje vive numa fazenda, ainda em Conquista, cuidando de seus bodes e compondo enquanto tiver forças. Ele mesmo confessa que "tem de escrever sem perda de tempo, pois que a obra é imensa e o tempo já declina pela tarde (...) onde o aguarda uma geração que, por justiça, haverá por certo de ouvir e amar sua música tão fora de moda nestes dias. Ó Tempora! Ó Mores!".

Sua obra está distribuída pela internet. Abaixo segue o site, pelo qual extraí alguns dados e donde você poderá encontrar muito mais informações, bem como a discografia completa.

http://www.elomar.com.br/

Se tiverem interesse, continuem vendo os outros filmes. É bárbaro.


segunda-feira, 1 de março de 2010

A chuva em preto e azul

Quando em tempos,
meus olhos marejados
de saudades infinitas.
E meus olhos mais cansados
de chuvas tão aflitas.
Veja então meus olhos:
essas luzes, essas sombras e esses laços,
de vida em tramas num espaço.
Ah meus olhos viajados
Tão menino, tão carente
Tão perdido, tão molhado.

Hão de se recuperar meus olhos
só pra acordar e ver os olhos
de um cordel em fogo:
De um cordel do fogo encantado.

Ah meus olhos tão cansados...
Te sorrias

Preta: Cordel do Fogo Encantado

Bahia em branco e preto

Fotos tiradas em Itacaré no ano novo de 2010.
Máquina Zenit 122K.
Lente Objetiva Zenit 52mm - 52 X 0,72
Película P/B ISO 400

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Toda emoção é incômoda

"Toda Emoção é Incômoda."

Frases de efeito que nunca mais esqueci. Falo de Shidon Soares, 54, artista plástico, poeta, compositor, louco, metido a Jimi Hendrix e meu amigo.

Conheci o Shidon (Aparecido) quando eu ainda trabalhava na administração do Shopping Marajoara - nome de origem indígena -  que ficava na zona sul de São Paulo. Seu ateliê era em uma das lojas e eu sempre aparecia (Aparecido) para ver o que acontecia por aquelas paragens. Contrariado, ele me recebia e às vezes me deixava entrar.

Daí nasceu uma amizade engraçada. Eu com quinze anos, sabia mexer no computador e tocar músicas dentro do compasso. Ele, com quarenta, sabia misturar tintas e não entendia nada de compassos musicais.. Ou melhor, entendia, mas preferia mais o estilo do Hendrix, às metronômicas do 4 por 4.

Seu estilo de arte, se posso traduzir assim, é uma mistura de Salvador Dalí, Picasso e Escher. Isso pensando em artes plásticas, mas neste baú tem muito mais que tintas; Livros, músicas, teatro e a própria vida foram se encarregando de dar o devido tom para seus cenários de realismo fantásticos e surrealismo.

Para quem quiser conhecer mais sobre as obras de Shidon Soares, acessem seus diversos perfis pela internet (agora ele manja de computador e não precisa mais da minha ajuda - rs):

My Space: http://www.myspace.com/shidonsoares
Blog: http://shidon.zip.net/index.html
Twitter http://twitter.com/shidon
E-mail: shidon2@hotmail.com

Aqui vai um pouco de suas obras, fotos e gotas perfeitas.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O Farol

Para quem é ligado em animação, vai então mais um francês (que pelo visto, me viciou): The Lighthouse Keeper. Não vou me alongar na ideia, porque ele é curtinho e se eu der pala mata o lance, mas o mais legal disso tudo é acessar o blog dos caras que fizeram. Eles mostram as etapas que rolaram pra deixar o bagulho pronto. É bem bacana.

Baptiste rogron / rogronbaptiste.blogspot.com ;
Rony Hotin / ronyhotin.blogspot.com ;
Maïlys Vallade / mailysvallade.blogspot.com ;
Jérémie Moreau / mor-row.blogspot.com ;
Gaëlle Thierry / gaellethierry.blogspot.com ;
David François.


Deem uma chegadinha no Youtube e vejam o que a escola de design francesa Gobelins tem feito. 

L'amour... L'amour

Que delícia de ver essa animação de Louis Clichy. Mais uma obra de arte que pinta pela internet. Pelo que sei, essa animação já é bem velhinha, mas o amor é sempre o mesmo. Não tem jeito.

L'amour, l'amour,

Acompanhado pela música 'a quoi ça sert l'amour?' cantada por Edith Piaf e Theo Sarapo podemos enfim nos perguntar: O que é o amor?.

Impossível não sorrir.



Para quem quiser saber mais sobre o trabalheo de Louis Clichy, acessem: http://louisclichy.blogspot.com/

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Projeto Patuá

"O Choro da cuíca e o batuque do pandeiro começaram um samba e assim surgiu a felicidade"

Assim, assinam os integrantes deste projeto bacana que acompanhei esse fim de semana em São Paulo: Projeto Patuá.

Após a fatídica tinta cinza que encobriu grafites fantásticos no acesso da avenida Rebouças, a cidade se vê novamente como centro artístico deste tipo de arte. O legal é que, agora, as galerias estão a disposição de qualquer um; estão nos muros.

O Projeto Patuá, nasceu das mãos de Ricardo Mezadri e do Cláudio Cruz (Claudinho). A intenção é desenvolver stensils (arte baseada na construção de uma máscara para aplicação do spray) gigantes pela cidade, retratando a alegria do povo brasileiro. E agora também a alegria deles. A inauguração da primeira tela (muro) foi no Jardim Bonfiglioli, bairro da zona oeste de São Paulo, na rua Caminho do Engenho.

Um fato curioso foi a presença desconfiada dos policiais, enquanto o muro era pintado. Quando terminado a primeira parte, os mesmo 'poliças', passaram novamente e deram um sorriso. Não deixa de ser a máquina se curvando para a beleza das ruas.

Esse stencil, com quase quatro metros de altura e oito de comprimento, se diferencia justamente pelo tamanho. Esta técnica não é nova, mas nessas proporções, sem dúvida, é bastante inovadora. Para se ter um pouco de ideia sobre a dimensão deste trabalho, percebam, na primeira imagem, como o poste com o nome da rua fica pequeno.

Será lançado um filme com todas as fases de desenvolvimento da tela (muro).

Quem quiser saber mais é só entrar no Flicker da dupla http://www.flickr.com/photos/projetopatua/ ou mandar um e-mail para ricardomezadri@gmail.com

Fiquem então com as imagens da brisa.





Não me procure se não for importante