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sábado, 21 de setembro de 2013

Tirana alma insone

Tem uma brasa no peito que queimou sua camisa
Cantou destemperadamente o poeta na manhã de sábado
Fudido, quase desesperado, sem conseguir dar um passo e com medo de tudo
Cantou desesperado com se tudo pudesse se resumir em um acorde.
A canção não acordou, mas queria ainda dizer algo.
Era algo insone e balbuciante
Um suspiro que se agita enquanto correm suores e lágrimas de uma canção antiga.

Ele quis sair correndo como se pudesse fugir de seus medos de sonho
Pausou, mas cansou-se do silêncio e gritou feito louco sem poder ser ouvido
Era um pesadelo em que não se acordava.

Até que relaxou zonzo e trôpego. 
Já não doíam as marcas e as pequenas contusões do caminho
A pressão baixava e ele seguia moribundo.

queria acordar daquele acorde misterioso
Queria salvar o mundo das tempestades de enxofre
Percebeu-se sem face, sem facebook, sem contatos imediatos
Queria além da preguiça de sempre.

Queria brigar com amigos que fugiam 
Queria tudo aquilo que não tinha

Era uma alma perdida, sem sono e dormida.
Acordado via toda a sua vida passar na sua frente
Na tirana tortura do seu algoz mais cruel
Seu próprio eu gritando como o pingo que não parava de lhe bater à testa

Só queria ser verão e fugir do frio
Só precisava de duas gotas de sal daquele mar
Sorveu mais um trago etílico de vida e morreu

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Não linear

Será que ela aceita o meu convite pra sair, mas certamente vou trabalhar esses dias, não tem jeito, tem que comprar um carrinho porque mais cedo ou mais tarde a tia dá um problema, talvez nem seja assim tão ruim de aguentar essa solidão, quando volta esse calor sofro um tédio, como pude chegar tão cedo, dostoiévsk está me consumindo as noites... Talvez a grana não dê, vou ter que pegar da poupança.. Escuderia de Sucesso será que é bom pra essa campanha ... 8 paus por dia de condução não rola tenho que pegar um carro... quatro portas? não não.. pode ser mais simplezinha essa chamada. Chamo ou não chamo pra sair... precisava tanto ver pra ficar melhor.. vou botar isso no blog. Será? não não, não vou viajar.. putz to sem fome... vou botar um som faz tempo que não escuto los hermanos... quanto mesmo é aquele carro? caramba meu, o layout ficou uma bosta tinha que ter marrom.. ía ser melhor ver ela... to numa merda viu.. como não consigo pensar uma coisa só... faz silêncio mente... desaperta peito... corre..ah vou falta ver aquele filme do youtube, mas será que isso vira um post? não acho que não rola de fazer nada esse fim de semana... tá osso... não consigo parar de ler dostoiévsk o cara tem o tom ... quando mesmo que vai ser o niver dela? acho que esse óculos tá ficando sujo.. é sempre assim.. será? não consigo parar de pensar todas as coisas que penso... não adianta desligar lá fora.. aqui dentro é que tem que se apagar a mente... quanta gente mente... sexy machine... vou ver red tube... amanhã eu trampo.. até que horas... tenho que falar com o planejador desse JOB...

Ler pra crer

A tão querida e lustrosa biblioteca era recriada no anúncio na estação de trem. Uma estante de trinta metros de comprimento, com cinco prateleiras e livros caindo pelas tampas. Era assim. Uma grande biblioteca feita de napa, plástico e metais. Pensei nisso como algo criativo, mas depois mudei de opinião: mais que criativo é factível.

Hoje as bibliotecas são artigo de decoração nas faculdades. Majestosas e imponentes servem apenas para alguns pequenos ratos que a consomem. Isso me faz lembrar de minha professora da biblioteca no primário. Cheia de um azedume de alma, usava um óculos fundo de garrafa e brigava com alunos sobre temas sérios, como os do tipo: "porque você está pisando no meu pé? não percebe que está pisando no meu pé?". Certa vez, esta víbora, disse que tínhamos que ler apenas com os olhos... não deveríamos mover os lábios. Eu, com sete ou oito anos, não compreendi como era possível ler sem mover os lábios. "Não era a boca que me fazia escutar o que estava lendo?", pensava.

Um em cada 10 brasileiros vai com frequência à biblioteca (dados do ministério da educação). Há de se considerar também que as mídias mudaram é claro, mas, de acordo com a mesma pesquisa, há um desinteresse do frequentador iniciante, que ao entrar na biblioteca não consegue encontrar o livro que procura. Enfim, acabei entrando numa questão aqui que não tem nada a ver... era para ser uma poesia em prosa reflexiva...

Queria aludir que as bibliotecas dos anúncios de faculdades tem mais função que a própria.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Só posso vir até aqui!

Espremem-se todos num vagão. Não adianta apitar a porta, esparramam-se mais e mais, acaba-se o espaço, o ar, e dá-se início a convulsão. Esta dilacerada São Paulo, que às vésperas de mais uma eleição, destoa otimismo e faz crescer em mim um certo despeito de ser paulista. Ah, injustiça.

E não somente por aqui se apertam malabaristas, em Detroite, terra da GM e do Crysler, que se acreditou tanto tempo tayloristas, entendeu muito bem que está numa linha de produção parada. Troca-se fralda por um remédio vencido! Sim! Isso é nos estados unidos, num estado onde periferia é coisa de branco (que contradição louca, não?). Mas não estão à margem da miséria, não. Brancos bem nascidos, álveos, andam bem bonitos de carro, enquanto isso a saúde vai mal. Lá tá feia a coisa.

Sobre essa cidade paulistana, hoje, nada menos absurdo: uma moça não aguentou a pressão, que baixou nos pés e viu o mundo escuro. Caiu! Desmaiou-se todinha. E o guardinha, que cuida do trânsito de tantos ônibus, parou de sinalizar, para abanar a pobre mulher caída.. Pontos de ônibus cheios de interrogações e vontades de sair voando dalí. Novamente me expremi, sem poder ler uma palavra do que lia. Por que são paulo tanto me irrita? Sou teu excesso de contigente? Não sou eu que te faço as enchentes, é o chão que não tem mais por onde entrar a água e que escorre indefinida até parar. Quando enfim encontra abrigo, percebe-se cheia de tantas águas que também não puderam descer pro chão e inundadas, esparramam-se todas.. como os homens e mulheres de tantos trens.

Que aperto me conforta os calos?
Quantas vidas em vidros embassados...
Que coisa tamanha-grande é essa maravilha?

Se possível, se alguém lesse e pudesse ser um pouco mais revolucionário que eu, se alguém pudesse passar desse estágio pra frente.. Minha covardia começa aqui! Vim até aqui e escrevi pra dizer que São Paulo não suporta gente. Foi só até aqui que eu vim. Coragem para uns, covardia para outros, mas só posso vir até aqui!

Agora está tudo entendido

Aconteceu em algum lugar deste imenso Brasil. Homens e mulheres, a maioria, absoluta, aviltada em sua casa, em sua moral, desfez-se do pranto por não mais adiantar. Era mais que racismo, era a inexistência de alma. Aconteceu.

E hoje aconteceu ainda. A Tevê (que se escreve em letra maíuscula) está em todas as casas, mostrando a mesma velha novela. Comedora de almas. Uma massa que reza para um mesmo Deus (com letra de onipresente) e corre de um mesmo demônio. Uma mesma imaginação.

No meio desse povo sem força, uma faísca é bala de incendiar emoções retidas.

Conheço mulheres que fogem de seus sentimentos íntimos: O que vão pensar de mim?
Conheço homens que fogem de seus sentimentos íntimo: O que vão pensar de mim?

Conheço pessoas íntimas que fugiram de suas intimidades íntimas...  fugidias...

Aqui, bagunçou-se tudo... balançou-se tudo...
nada mais faz tanto sentido e preferiria aqueles tempo que não gosava de sentidos...
ledo engano cometi em querer entender...

Agora está tudo entendido e nunca mais vivi em paz...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Lavam-se roupas de graça

Lembrou que tinha roupas para lavar.
As bolas de meias já subiam as paredes.
Olhou para o lado e viu parentes meio anônimos,
amigos aparentes, ciladas, escapadas e um monte de história de contar.

Lembrou que era tarde mas ainda dava tempo de mais uma peça.
Pensou que o fio das regatas eram pequenas mangas,
e achou graça nessa confusão de palavras.

Não precisava fazer sentido quando tudo se parecia invertido.
Estava com pressa de subir a montanha de pilhas
de puídas, bem puídas roupas,
queria apenas as bolhas de sabão
e as brincadeiras de balde.

Só queria dizer e cantar o canto das lavadeiras.
Ficar por alí de bobeira fazendo ritmo e som do molho...
Ficar ali, esperando a cândida sorte de chegar para o derradeiro momento de estender.

Era só o que queria...
Lavar naturalmente suas roupas...
E nem era exatamente pra tirar as manchas,
mas para amaciar o tecido vascular, já tão cansado de cansaços..

Só queria dois braços, um abraço e deixar toda aquela sujeira passar.

Mas de tudo isso, fez-se uma confusão danada
e toda roupa suja ficou no lugar.
(de onde nunca deveria ter saído).

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Um pai por abandono

Sobre o túmulo de sua mãe fez uma oração em japonês.
Acho que sua vida sempre foi assim: uma língua estrangeira.
Diante de tantos dissabores, sua miopia mudou de grau.
Ele passou a ver tudo pelo lado bom, excluindo da história o que não lhe convinha.

Tantas dívidas, tanto pranto, tanta tristeza, passou como uma invisível embarcação.
Quanto tempo para que a clareza faça a sua parte?
Quantas horas para que o presente faça sentido?

Ele se foi sem saudade e
Com uma sensação de (dever cumprido) missão cumprida,
como um militar que abandona o campo de batalha,
com a morte tatuada nas mãos, certo que a luz o espera ao fim das trincheiras.

Ele é um filme americano.
Uma história com to be continued.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Sozinho

Engraçado é perceber que algumas iniquidades da vida são normais. Naturais diante de determinadas situações. Me impressionei com os acasos que não tinha percebido bem antes.

Estou só e desarranjado.. e não adianta, não tenho muito pra onde correr.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Respira....

Respira... inspira....
Sinta a calma percorrendo .. lentamente....o seu corpo....

Eu não consigo,
não sirvo pra isso
não deixo de pensar um segundo
um veneno um isqueiro
a todo o momento
girando, ascendendo...
girando, ascendendo..
girando, ascendendo..

Mas tenha calma, o amor lhe corre a veia
aguarde com a tranquilidade dos moluscos...

Eu não quero
Não sei como pode
Entendo como é bom todo o mistério
mas explodo internamente
em perguntas caóticas....
não consigo parar de pensar!
não consigo!

Pra que pensar tanto? deixe um pouco essa cisma de lado.
Ouça uma música lenta.. o som dos pássar..

Pah! pah! pah!

(diariamente morre um passarinho de bala perdida nas sacadas dos prédios comerciais de são paulo)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

2+1=3

Cala boca!
Não quero ouvir nem mais um pio
Sai
Me deixa aqui vazio
à ouvir que tudo é dificil demais.

Ah!
Assim eu não aguento
Nâo aguento esse povo todo
Nunca me senti tão fora do mundo
Nunca pensei tanto em virar uma pedra
Nunca ví as coisas como vejo hoje!

Então sai!
Porque o que penso vai te ofender
A todos vocês, porque aos poucos sou menos humano
cada dia mais viro substrato de coalho mal cheiroso.

Sai porque eu vou dizer dizendo!
Eu não suporto mais o silêncio alheio
eu já não entendo bem nada disso
então também não quero mais explorar.

vamos combinar
2+1 = 3?
então ok!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Novela de Homem

Odeio Novela. Esse sim é o ópio. Eu só gosto da novela quando assisto pra ficar puto. Sempre as critico em meus textos e recorro tanto o tema, que passei a ser o chato do assunto.

Há quem diga que a novela é coisa de mulher. De maneira geral acho mesmo que sim. Não tenho os números, mas certamente quem mais consome essa droga são as mulheres. O que se apresenta nela, dissemina-se rapidamente; um jeito de falar, um brinco diferente, uma roupa, um personagem irreverente ou mal humorado.. Em questão de segundos a coisa se torna popular. Eles sabem o que fazem.

Mas tem mais coisas por aí!

Ontem voltando para casa, ví que tava rolando um jogo do coringão (vai curintiá!). Pensei: mas não é o futebol a novela dos homens! Bingo! acertei em cheio. Os homens, cheios de honra viril, são tiétes de jogadores. Sabem quando o atleta quebra a mão e quantos pinos colocou (e sabe quanto se pagou por isso, bem como se aproveitou para fazer uma lipo), quanto o jogador deve de pensão, o valor que ganharam mudando de time. Além disso, sabem o nome de todos os times, quantidade de gols na rodada, se jogará ou ficará no banco, enfim... sabem tudo.

Mas só isso não é suficiente para completar a novela masculina: Quarta, sábado e domingo tem programa na novela. Durante a semana eles compram a relise diária da novela semanal. A novela se repete infinitas vezes nos novelísticos debates sobre a novela da rodada, logo depois que termina a novela do dia.

Engana-se o homem que escapou do crivo dessa observação. Enquanto as mulheres uivam em ver o Abel jogando as roupas da Norminha pela janela, do outro lado, em igual, quiçá, maior euforia, os homens uivam pela vitória do corinthians.

Tudo farinha do mesmo saco!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Venturas de um cavaleiro atemporal

Numa agradável conversa na avenida paulista, Sabo, grande amigo, poeta, música e filósofo, e eu ficamos admirando a grande escultura do Don Quixote de La Mancha que montaram no conjunto nacional.

Fiquei pensando o porquê de tantas vezes retratarem o Don Quixote por aqui? Não somente o Don, mas seu escudeiro Sancho Pansa, seu cavalo o Rocinante. Qual motivo leva essa contemporanização da figura do louco?

Essa personagem de Miguel de Servantes foi apresentada ao mundo no século XVII com o livro, em dois volumes, que carregava o nome do seu protagonista. Na novela, Don Quixote era um homem de meia idade relativamente normal. Quando eu ouço as pessoas comentando sobre as venturas do cavaleiro andante, sempre falam sobre as lutas contra moinhos de ventos, que ele jurava serem monstros que o impedia o caminho, mas um outro fato é tão importante quanto os moinhos.

O que levou Quixote a esse estado de loucura foram as diversas novelas de cavalaria que lera. Ele era um devorador desse tipo de literatura, ao ponto de ver a vida pelo viés dessas páginas: Casebres eram castelos; tabernas com anões perigosos eram guardas da corte; a mais coitada das campezinas era a musa pelo qual guardaria até a morte a honra. Quixote vivia um mundo de sonhos inventado por escritores que provavelmente nunca pegaram em lanças. Ele fez real esse mundo de falsa honra.

E não seria esse exemplo quixotesco a realidade de muitos e muitos que hoje vivem entorpecidos pelas maravilhas da televisão? Não é um Quixote, esses homens marombados que sonham ser atores da malhação? Não seria os Rocinantes os carros turbinados que as propagandas insistem em nos vender? Não será a nossa sociedade, baseada na mímese e nos feitiches modernos, um exército muito maior do que o protagonista do livro de Cervantes? Olhando bem para esse povo que acredita nas mesas de cafés das manhãs das novelas brasileiras, será que somos todos Dons?

Ahh Saavedra. Ou você foi muito visionário, ou somos atrasados pra porra!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Mídia, pânico e aspirinas

Dos alto falantes gritaram monumentais
Idos mentirosos, repetidos repetidamentes
que se transformam lentamente... viram reais.

Noutro, transmissões radiofônicas
contaram uma invasão cruel.
Eram bichos de máquinas voadoras,
de viagens interstelares e metralhadoras
lançandora feixes
de raios de Orson Welles.

Nossa paisagem marinha.
Nossa costa de bélissimos corcovados
Fez crescer o pânico paulista
fez baixar as portas
fez se esconder nos armários
fez passar jornais, folhetins, documentários
contando que o pcc tomava a cidade.
Ví onze milhões de desesperados, correndo com suas bolsas,
rastejando-se pelo chão, fugindo de balas
que naquele momento apenas dois ou três revólveres dispararam.

É nessa fantasia que nasce mais uma gripe
que existe, mas não existe...
Agora é proibido dar as mãos, beijar os lábios, sentir tesão
é proibido e na minha humilde concepção
a pior gripe que existe é a gripe do medo.
O medo publicitário, jornalístico...
Uma população acoada, que coloca máscaras pra se proteger.
De tão macisso gripado noticiário.

Numa cidade distante.....

A Menina
que de tanto medo
vestiu-se à chernobyl
e não viu o farol que fechara vermelho
e acabou.
Protegida com máscara,
jaz no asfalto livre, agora sim,
Livre de qualquer gripe.

terça-feira, 30 de junho de 2009

MÍdias espontâneas pra povo chucro

Recentemente, duas meninas com quase a mesma idade, tornaram-se celebridades nacionais com canções próprias. Semelhanças e antagonismo marcam a vida dessas duas garotas.

Refiro-me a Malu Magalhães e a Stefhany.

Semelhanças:
Ambas despontaram na fama sem a ajuda dos mecenas mega-empresários da indústria cultural. Pelo menos não num primeiro momento.

Antagonismo:
A Malu explora uma expressão artística inspirada nos Beatle, Bob Dylan e na geração beatnik. Tem uma característica muito singular de fazer poesias com elementos pouco convencionais e explora a música de maneira irreverente e fora dos atuais padrões.
Por outro lado, Stephany faz uma mistura da música internacional da década de 80 e 90 com ritmos brasileiros como o forró, o calypso e o brega. Com um estilo muito característico da nova música nordestina, ela vem conquistando um público cada vez mais seleto.

O que me interessa em todo esse formalismo é que ambas surgiram de mídias espontâneas, mas o povo insiste em caçoar da Malu pelo novo (velho) estilo que ela traz. Com um jeito que está mais para pureza que para a malandragem, ela nos convida para alguns desafios dialéticos. O povo da agência em que trabalho a odeia. Já a Stefhany, com toda aquela coisa sedutora e uma linguagem simples, o povo ama e passa a estudar o "fenômeno".

Sou realmente louco das ideias... Me internem na casa verde do alienista.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Blog da Petrobras

Existe um senhor seu Senador Álvaro Dias do PSDB pelo estado do Paraná, que julgou o blog da Petrobras "resquício de ditadura". O mesmo seu Senhor Senador Álvaro Dias foi quem requereu uma CPI para apurar as denúncias feitas pela imprensa sobre as compensações de imposto da Petro.

Num outro momento o senhor seu Senador Álvaro Dias foi mencionado de usar a cota de voos para custear viagens internacionais para pra si e familiares.

O senhor seu ilustre senhor Senador Álvaro Dias do PSDB pelo estado do Paraná, que hoje critica a petrobrás de adiantar a matéria dos jornalistas, divulgou antecipadamente em 2005 um relatório do TCU criminalizando o movimento sem terra perante a livre imprensa e toda a sociedade brasileira.

Em 2008, o mesmo senhor seu Senador Álvaro Dias, que hoje requere a CPI da petrobrás, que a acusa de despotismo pela criação do blog, que se envolveu em problemas com viagens internacionais, que divulga relatórios sem autorização em detrimento a movimentos populares e legítimos, posicionou-se contra a continuação da CPI dos cartões que investigava os gastos públicos.

Um senador no mínimo confuso.

Agora a notícia é fresca
Viva o Blog da petrobrás

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Gira mundo

Gira mundo, geringonça estranha. Geme como o carro de jegue.
Jejua como jesus antes do breque e gesticula palavras sem jeito.

Ilmo senhores todos os santos
Convidados para a festa da Ilma
que não rima com de sangue
e se irrita quando o Ilmo senhor namorado da outra dorme nu.

Ai ai ai
Acabou-se o que era doce junto com as perguntas.
O amor que ela me tinha era doce e só se aparecia dois pois bonito é mais bonito na fotografia
e viajei desolado.. uma batata espalhadas pelo chão de mil cidades
sonhando com a amada que me queria de mentira
Mas e eu queria de verdade?

Bobagem
Sou ciumento, sou sempre sincero.
Se subir sambando sambo samba cerelepe
Célere semana célebre se cérebro soasse som surdo.
Certo saberia se somasse seis e sessenta sobraria
sete - sou cismado no assunto..
Se salada sobrar cebolas, salsas , salame e sardinha.
Some.
Então sumo.

E é isso que faço!
Faço uma festa e um estrago em você.
Recomendo cuidadosas doses.
Sou pra lá de dose.

Mas se sentar, aguente.
eu supro.


Não me procure se não for importante