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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Luanna


Uma homenagem à pequena Luanna, pequeno presente do meu amigo Felipe Lemos.

Luanna


A lua brilhava no ceu, foi quando ela apareceu
Seus olhos bonitos, castanhos, estranho: Parecem com os meus.

A minha canção de criança, teus sonhos meu arvorecer
A vida tão mais agitada, mas nada... só vivo em você.

O Coração não se engana e ama ao amanhacer
e hoje  é luz dos meus versos, Luanna, que já vai crescer.

Rogério Lima

PS: Luanna com 2 Ns como exigido por lei.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Samba do Rana



Este sambinha eu escrevi para o meu amigo da agência Ranulfo Dias. Um cara muito especial que gosta de bater seus sambas enquanto trabalha na sala de Mock up. Quer dizer, vai fazendo o samba enquanto a Dna Marta não vem (risos). Um presente que com muito carinho, eu ofereço a este amigo.

Letra e Harmonia: Rogério Lima Samba do Rana

Convidei o Rana pro pagode
Ele disse que não ia batucar
Porque do lado da sala mora a Dona Marta
E essa dona é capaz de não gostar.

Porque do lado da sala mora a Dona Marta
E essa dona é capaz de não gostar.

Insisti com o preto a decisão
Que o momento o melhor é festejar.
Se amanhã não tiver um arroz com feijão (nem um pão)
Nós vamos ter é que rebolar.
O puxadinho que tava já na finalização
Para o ano, Deus há de nos ajudar.


domingo, 21 de agosto de 2011

Cartinha




Cartinha
Rodrigo Lima e Rogério Lima


Um dia eu estava tão sozinho
Mas não havia ninguém para sentir pena de mim
As lágrimas rolavam pelo rosto
Mostravam a amargura um desgosto que não tinham fim

Que culpa tenho eu de viver assim?
sofrer calado na prisão que eu mandei construir.
A pena do meu crime é me calar aqui
Sofrer, sorrir, se dar e não poder sentir

(Refrão)
Mas se alguma coisa acontecer e se essa coisa me deixa feliz (me deixa feliz)
quem sabe uma visita uma vista ou então cartinha de alguém
que eu esperei por tanto tempo
um amor que eu almejei há muito
e eu quase me esqueci


A dor que minha alma sente
é pura e simplesmente
o arrependimento de um passado que é
sombrio frio e perigoso de ser lembrado

Mas se acaso tiveres pena
desse meu lamento, então contemple
porque esse meu lamento pode ser o teu também
até pior do que imaginas pode crer que você também vai sentir
você também vai sentir ... você também vai sentir...

(Refrão)
Mas se alguma coisa acontecer e se essa coisa me deixa feliz
quem sabe uma visita uma vista ou então cartinha de alguém
que eu esperei por tanto tempo
um amor que eu almejei há muito
e eu quase me esqueci

Simplcidade e nobreza num mesmo espaço de tempo
faísca, fogo e meu coração se fazendo em brasa
POesia artífício poeta símbolo do amor e do ódio

Não vê? não entende?
se sou apenas por querer ser e o que passou é passado
entende o meu canto e vem ser a minha princesa
neste reino em que o mundo faz questão de apagar

(Refrão)
Mas se alguma coisa acontecer e se essa coisa me deixa feliz
quem sabe uma visita uma vista ou então cartinha de alguém
que eu esperei por tanto tempo
um amor que eu almejei há muito
e eu quase me esqueci


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Estrada

Quando a escuridão cobre a estrada, penso nas quantas coisas que me fizeram chegar até ela. Penso no caminho percorrido, nas pessoas que encontrei, nos abismos que pulei e naqueles que me deram a mão.
Mais um pouco a estrada ganha forma e o rádio toca uma música que me faz um pouco mais de sentido. Não gosto da melodia e, ainda que faça, troco o dial.
Quando me sento para conversar com os meus pensamentos nos momentos de trânsito, lembro de um filme brasileiro: viajo porque preciso, volto porque te amo. Penso nessas coisas desconexas mas que fazem um mundo de sentido naquele instante.
Dirijo a minha vida pelo caminhar da estrada: quando curva eu me curvo; quando reta eu me acelero e quando freia eu me freio.
Uma estrada em outras tantas paralelas. Minha vida em tantas e muitas transversais.

domingo, 9 de janeiro de 2011

sampaio sérgios

enquanto escrevo
zanza tinta em meus ouvidos duros:
era Sérgio ... eram tantos... 
tantos que até hoje gostei tanto, lembra?
Eram sempre sérgios de melodias sérgias
e agora Sérgio, caço o meu cansaço musical 
escondidos em tantas sérgias letras.

enquanto escrevo o meu lírico poema
penso o quanto exponho líricos pensamentos
criados antes, na solidão irritante e lenta
da solidão como a de sampaio
que hoje jazz em sonhos perdidos
sonhos musicais de juventudes perdidas 
em outros acordes insones.

se tudo o que pude até então dizer foi dito 
continuarei dizendo em todos os retumbantes falantes
da minha emoção.

canta o que cantava sérgio...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Negação

E de tanto se fazer canções de amor
e histórias lindas de se contar no mar,
Gritarão por aí que não é possível,
com sorrisos de encanto e emoção.

Escorrerá a nossa acidez maldita,
nossos sórdidos comentários egoístas
e por isso fincarão cruzes para nossa falácia audaciosa...

.. nos porão mordaças
quererão as vendas
e, aos nossos olhos 
em que nada passa,
nos farão pirraça
até que nos referendam
a dicotômica decisão.

Como se fôssemos cristãos, 
nos amaldiçoarão a estrada
para que, na dor dos homens, 
encontremos redenção.

E riremos dessa nossa vocação: a negação.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Rabo de baleia

E aquele rabo de baleia
passeava pelas estradas do meu brasil,
carregada por seu gigante dragão 
seguida de vagalumes brilhantes.

Mais tarde, outro gigante, o monstro Ness,
o fará singrar os mares.
Aquela bonita pá, com uma intenção tão nobre,
com as curvas tão finas,
brisará em outras terras,
onde outros ventos inventarão outras energias
e essa força magnética se transformará em 
em pãozinho de chapa, café quentinho
e ar quente sem blusa ... e o mundo se dirá renovado.


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

sssilll faz silêncio

Um dia que já começou com um monte de correria
e não é só correria, e pega-pega, fala alto, prazo curto
é segunda sem segundo.. todo tempo que tenho, não tenho
é o todo do tempo do mundo, não muito...

e o menino corre por aí, numa mão a caneca, na outro faz e-mail
o telefone toca: alô, sí um minuto - faz favor... alô... já te ligo, pode ser?
e vai menino, corre menino é preciso pensar mais rápido...

E se tem um amor no seu cangote,
deixa de bobage, acelera a ligeireza,
e não afina porque pode não dar tempo

já falou com aquele fornecedor? não?
será que dá tempo? não sei, vc tem o tel dele?
ok, manda e-mail... que horas vc vai almoçar?
nossa, já? preciso fumar... já vou... me espera...

Tome correria e se o peito bater segura
tem calma, tem amor demais pra lá da onde...
e onde mesmo deixei aquele pedaço de papel com seu nome?
no carro? o farol fechou, acho que dá pra escrever um oi.. não, não deu - abriu...

cem, cento e vinte, cento e quarenta, será que guenta? dá farol, pisca alerta...
fica alerta.... alerta

faz silêncio...
sssiiillllêêênnccciiooo

te amo

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Caçadores de querubim

Na noite em que previmos um sentimento,
nossos corpos se roçaram e se manifestaram,
como gostam de se manifestar..

E se bateram, se entenderam, fizeram beijos
de amores com desejos, cresceram, cresceram e morreram
onde forças já não tinha pra forçar

Foi bem assim que se estendeu a noite,
com seus cheiros já perdidos em meu peito
e eu acordei hoje tão bobo, 
que o horário já não me fazia mais efeito.

Mas com uma saudade louca de você,
delas e de suas asas em mim
fiquei completamente rarefeito e 
agora fico etéreo, desconexos, caçando anjos e querubins

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Nada disso que preciso

Da minha mesa vejo um horizonte longo de prédios.
Um crespúsculo que se anuncia frio, num dia frio, num corte frio.
Ao lado de uma grande estrada, passeiam carros nas duas direções,
carros com passantes motorizados, cujos pensamentos não consigo e nem quero prever.
Não sei se vejo uma represa ou um lago, mas é água... água de uma chuva rarefeita
que chorou esses dias durante anos... agora não chove mais.

Aqui dentro agradeço o calor humano, mas não sei se deveria agradecer...
chovem outras chuvas de humanos que se perdem em horizontes mal construídos, como aquele que vejo...
Assim não desejo nada.. nem aspiro ...

foi mesmo ontem que não desejei o ser humano,
mas minha contradição é tamanha que, hoje, me comovo...
e de novo me envolvo com vidas que se expressam em diversos olhares..
olhares que hoje olharão baixo... como os farois baixos dos carros passantes..

No fim, o sol ilumina um galpão metalurgico...
um desejo telúrico de que nada disso seria mesmo preciso..

domingo, 25 de julho de 2010

Pense numa safadeza

Aquelas escadas sempre me tiravam o ar na subida, mas naquela vez  havia ficado com o peito mais arfante que o normal. Resolvi então sentar para respirar um pouco. Dei uma olhada para a mesinha de centro e vi uma pequena obra de arte - bem interessante por sinal. Não sei exatamente o que me atraiu, mas gostei das formas cuvilíneas que se entrelaçavam à obra. Nesse meio tempo de observação,  passou por mim uma mulher que, de tão rápida, não consegui vê-la muito bem. Senti apenas o seu perfume agradável e sedutor. Não pude deixar de olhar para ela enquanto se afastava. Fiquei fascinado com seu passo cadenciado e com as curvas do seu quadril em movimento.

Com um sorriso sórdido, olhei para a escultura da mesinha, voltei a olhar para ela e entendi o porque me atraio tanto pelas obras artísticas.   Até recuperei o ar.

domingo, 18 de julho de 2010

Aspiração de poeta

Vasculhando o meu peito,
minhas alucinações e angústias
acho sempre qualquer coisa que inspira.

Hoje é a saudade,
Que já foi inspiração para mais de mil poetas
e que em mim não deixa de ser diferente.

É a vontade de estar perto e saciar logo essa coisa
que se esparrama lentamente pelo chão.
E se fosse possível esse esparramar e se entregar
aos mais indecorosos pedidos do corpo,
o sentidor não ousaria.

Saudade é a transformação do agora em aspirações.
E quem a sente suspira, como se fosse possível
tirá-la do peito num sopro desses sem jeito.

Bem faz ela de existir,
pois assim também dá moral para a poesia,
que precisa de um porque (qualquer que seja)
para se erguer...

De minha parte, quero só a minha Poesia
sem saudade mesmo, pra poder assim olhar para os poetas e dizer:
É eu sei bem do que você está falando, mas vá pra lá porque agora é a sua vez de escrever.

(...pense numa maldade)

domingo, 11 de julho de 2010

Duas poesias pré-selecionadas

No dia 1º de julho, duas poesias deste blog foram pré-selecionadas pelo 9º Concurso Literário Guemanisse de CONTOS E POESIAS.

Uma pré seleção que já me enche de sorrisos.

Há de ser assim
Metalinguístico

domingo, 4 de julho de 2010

O sorriso dela

Lá estava ela.
Inspirando como já havia inspirado antes.
Como quando dava as mais rápidas e inteligentes respostas
ao sorriso mais bonito que já vi.

Desta vez ela observava o escuro de nós.
Via uma brasa, mansa e devastadora,
 que nos impulsionava para viagens perigosamente deliciosas.

Ali, onde os sapos e as rãs coachavam num cri contínuo e sonoro,
nos encontrávamos sem forças para raciocínios.
Impossibilitados do não, nos enchemos de um sim,
calmo e acertado, que nos inspirou por muito tempo.

Enquanto isso, permanecia ela a olhar pra terra. 
Quando antes da aurora, 
um quezinho emocionada, 
deu a lua a ela um sorriso e
voltamos, sem nenhuma vontade de compromissos,
em tudo preguiçosos....
rumo ao infinito.

domingo, 13 de junho de 2010

Exílio

Não sei bem onde foi parar meu lirismo e minha poesia.
Tenho andado por aí, como quem anda chutando pedras e abraçando postes,
sem vontade de encontrar as pessoas mais especiais pra mim.
Tenho ficado como o vagabundo que olha para as estrelas sem querer contá-las.

Sinto-me num mar.
Sempre penso na vida como um mar.
Estou a oceanos de separação de quem eu poderia encontrar
E não sei que qualidade de dique estanca as minhas vontades.

Meu lirismo risonho e sarcástico, deu lugar para linhas com toques de refúgio,
um exílio escolhido e que agora se faz abominável.
Uma criação fora do eixo da minha concepção.

Mando cartas como quem joga garrafas,
Escrevo como quem conversa
Espero o nada, como quem espera tudo.

E neste o universo eu não me encontro

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Mas que falta faz a poesia

Estava sentado em minha mesa até que num instante a poesia me cutucou dizendo:
- e aí? não vai me escrever, bicho?
- Porra mas eu to cheio de trampo, não dá, me dá dois minutos.
- Tá bom vai, vamos fumar um cigarro então

E pra lá fui pensando em tantas n coisas de se pensar.....
e dentre as tantas n coisas pensei... catso,  mas que falta faz a poesia!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Malucamente fatais

Até que aquele sorriso me apresenta um tal de Dom
Um outro pelo qual estou acostumado
Um que surgiu de refúgios... esconderijos de mariscos, casinhas de caramujo,
em dias em que estar só é estar acompanhado de uma porção de outros sozinhos.

E este outro Dom se apresenta em coincidências fabulosas, que de contar, seria um muito de mais
mas se arrasta por dias e por fumaças cheias de pretensão íntimas... a mesma pretensão que se tem ao estourar bolhinhas plásticas...
plásticas e elásticas sensações sensoriais que para um cético como eu ...  são malucamente e fatais

Um outro Dom...
que sorte interessante

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Nunca mais foi como antes

Hoje aquele homem me olhou com olhos de fera.
Ele me odiou infinitamente, pois 
Em minhas mãos estava a carta que lhe revelava os segredos. 
Bobos segredos vis, pelos quais ele amava tanto.
Perguntou-me diversas vezes sobre o paradeiro dos papéis, até que, numa cartase anafilática, zangou-se e rompeu a cela furioso como um animal em transe.
Era a própria criatura de Frankstein, olhando nervosamente para o cientista, na esperança que lhe entregasse a tão prometida liberdade.

Ele queria as poucas moedas que o testamento que eu tinha nas mãos o transferia.
Em nenhum momento ele perguntou quem morrera para que existisse a carta de cessão. 
Não muitas, mas especiais almas desfizeram-se para a constituição deste tão sórdido arcabouço, 
porcamente forjado para alimentar a ânsia deste animal constituído de uma ciência inumana e exata.

Aquele homem que um dia desbravou o mundo com poucas pratas na algibeira, hoje contempla grades que, em tudo, refletem o frio e opaco brilho do metal.  

terça-feira, 25 de maio de 2010

E grito quando o carro passa

Entrego-me, da mais vil maneira, ao máximo de meu desprendimento emocional. Deixo-me guiar por uma única ânsia, cheia de objetivos nobres que pintam e bordam minhas noites de sono. Crio sonolenciosas metáforas sobre os mais diversos assuntos, rendido ao meu cansaço físico e moral, mas sem me cansar de colocar os nervos por um fio da explosão. Como se a velocidade e a necessidade de abstração fosse mais forte. Corro como todos, mas com outro objetivo. Com o objetivo de ficar parado em si, como correu Forest por tantos anos. Esvazio os potes do meu cinismo e, debulhando toda a centelha da minha vocação, escrevo como nunca escrevi na vida, justamente por escolher a antítese. Quão maluca será a vida nos revezes intempestivos da alma. Que sorte a minha ter nascido assim.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Em seus pés

Quando no entanto acordou estava sozinha.
Não tinha como escapar desta longa realidade.
Por algum motivo todos os seus gestos de bondade caminhavam para um mesmo precipício. E era exatamente isso que ela não entendia: Não compreendia como poderia ser a vida se não fosse pelo amor. Mas Há tantas coisas além do amor na vida. É preciso tanta raiva e tanta desilusão para entender cada centelha deste amor. Mas, com o medo do risco, não se arriscava nem um milímetro e quando o fazia, fazia-o com olhos longes, vazios e fugidios. Como se aquele gesto viu não fosse por ninguém percebido, nem por ela, nem por Deus nem por ninguém. Mas essa falta de entrega que tanto o ser humano tende a compartilhar, em busca de uma sanidade tão inexistente e tão desbaratada, não resolve os grilos. Assim a dor, tão bondosa para com os processos metamórficos do ser, não existe... consequentemente não há transformação. E sem transformação só a abismo. Um abismo que se abre em seus pés.

Não me procure se não for importante