sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Chuva forte em São Paulo - Um convite a loucura.

A Berrini, em 4 de fevereiro de 2010, se viu numa cena de Avatar. Para quem mora ou trabalha por ali foi possível assistir a um fantástico espetáculo da natureza. Chuvas fortes e ventos silvantes causaram estragos por toda a região.

O caos, dignos do fim do mundo, não demorou mais que uma hora. Passado o pânico, as árvores caídas e a energia elétrica cortada, um céu azul lindo se abriu e a impressão que senti foi a de que nada daquilo havia realmente acontecido. Mas aconteceu. Outras pessoas viram, eu juro!

Como a região ficou sem luz, sem ônibus e sem trens, o pessoal resolveu esperar, à luz do bonito sol, nos bares que ficaram cheios de gente até que a cerveja esquentou nos freezer desligados.

Não quis ficar por lá, porque ainda queria conferir como estavam as coisas nos trens da linha esmeralda da CPTM. O contraste foi incrível. Logo na entrada da estação Berrini, tinham pessoas passando mal. Não havia informações sobre os problemas da linha, mas ao me aproximar da plataforma as coisas foram se descortinando; Os trens ficaram muito tempo parados e as pessoas destravaram as portas para tomar os trilhos. As imagens abaixo são da Paula Rezende e demonstram um pouco de como foi o caos.

Ela me relatou que andou da Hebraica Rebouças até a Berrini pela ciclovia que está sendo construída ao lado do Rio Pinheiros e que muitas pessoas se machucaram ao descer do trem fora da plataforma."Estou super cansada e ainda tenho que andar até a avenida Morumbi", diz ela filmando a cena. Rodrigo Homse também estava na estação desde as 18hs (já eram 20hs) esperando.

Estou certo que isso não foi um caos "previsto", mas a cidade de São Paulo tem se mostrado bem mais fadada à hecatombe que antes. E olha que ainda estamos em 2010.























Imagens de Paula Rezende
video

Um comentário:

  1. A crisálida e a Borboleta

    Pensamos tanto no fim, que esquecemos o conceito de transformação.
    O planeta começou a girar, ao mesmo tempo em que nos arrastamos
    Tal qual a pequena larva que sai do ovo.

    Não paramos para observar que somos os únicos bichos com o conceito do fim eterno.
    Se o planeta nos fornece abundância em comida, vamos sugar até extinguir,
    Assim como lagarta, que era larva começa a fazer.

    Estamos tão cheio de nós mesmos, que esquecemos que estamos dentro de um ser vivo
    O planeta é o corpo físico da Natureza, ela não é boba e nos força a evoluir,
    Eis que a lagarta, sem que ela se dê conta, cria sua crisálida

    Esquecemos que há sinais que indicam que estamos exagerando e abusando da boa fé
    E temos que mudar, mas mudar muitas vezes significa dor, em todos os sentidos
    Deve doer a metamorfose da lagarta em uma crisálida apertada e pequena, em mim doeria

    E temos tanto medo da mudança, do medo de não dar certo, de cairmos no eterno fim...
    O planeta está nos forçando a encasular em nossas crisálidas
    Não temam, sigam o exemplo das borboletas!

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Não me procure se não for importante